OPINIÃO

Os piores gestores

Lendo texto do Juca e concordando com absolutamente tudo. Não existe no mundo do futebol gestores mais incompetentes (e não sei mais o que tem por trás) do que os brasileiros. Pobres clubes. Os jovens valores se vão, se perdem, se encontram, ou não. E o que recebem por esses jovens talentos, que são certeza de bons resultados, investem em medalhões notadamente em final de carreira, pelo simples fato de terem passado na Europa ou na desmoralizada seleção do Brasil. Tudo isso no intuito de fazer política que agrada torcida e imprensa.

Vejam o exemplo do São Paulo que, tudo indica, vai ficar na fila por mais um ano. Gastou milhões para trazer o entrave Daniel Alves, com seu marketing e sua bola murcha. O seu jeito de jogar no meio-campo prova que ele nunca viu Gerson,  Canhotinha de Ouro, em pelo menos um vídeo, e seja com a camisa do Botafogo, Seleção, Fluminense ou do próprio São Paulo. Endividado, por conta desse tipo de erro repetitivo, basta lembrar de Alexandre Pato, Everton ou mesmo o próprio Hernanes, qual a solução? Vender o garoto Brenner para o futebol dos Estados Unidos. Vender Brenner e quem mais interessar ao exterior.

E o Galo? Gente, que coisa! Lembro dos tantos bons jogadores revelados pelo Atlético por conta de sua Cidade do Galo. Isso é passado. O projeto 2021 tem Hulk contratado, perna de pau que a exemplo de Daniel Alves, não tem mais mercado na Europa e vem enganar no Brasil. Um “tanque” que nunca virou de verdade, quer dizer, enganou até treinador de seleção brasileira graças à mediocridade do futebol do mundo todo, principalmente defensores. Claro, nos jogos de alto nível, sumido ficava. E não é só isso, o Galo quer ter um Pato que, faz muito tempo, deixou de ser jogador de futebol. O Atlético está completando 50 anos sem título brasileiro. Hulk, Pato e quem mais? E os meninos que surgirem se vão por qualquer dinheiro. Olha o exemplo do Cruzeiro aí…

E o Inter, que a gente pensa organizado, centrado, nível europeu, balela! Sem título brasileiro desde 1979, 42 anos, depois de gastar os tubos para contratar e manter ex-jogadores em atividade, como D’Alessandro e Guerrero (os dois endeusados pelos inteligentes da imprensa), hoje, na liderança do Brasileiro graças aos meninos que Abelão colocou para jogar, precisando de força e gols, vende o artilheiro do campeonato, Galhardo, na reta final, para o futebol árabe. O Colorado, segundo se comenta, já teria um treinador estrangeiro engatilhado e que, na certa, vai pedir, assim como Sampaoli, um pacote de medalhões para o “projeto 2021”.

E poderia passar a noite toda aqui escrevendo sobre os absurdos do descontrolado Brasil. Por falar essa palavra, cito o exemplo do meu triste Botafogo. Manchetes desta sexta-feira após a derrota para o Sport. 1 a 0, em casa,  dão conta que o carioca bate mais um recorde negativo: se torna o time campeão rebaixado com mais rodadas de antecedência, faltando quatro. O ex-Glorioso também é adepto de negociação dos jovens valores surgidos, e mesmo assim atravessou o Brasileiro com salários atrasados e, pasmem, fiquem indignados como eu, trazendo, também, ex-jogadores em atividade – Honda e Kalou.

Essa doença da má gestão se espalha pelo Brasil, já contaminou o Nordeste, com raras exceções. Até mesmo o enxuto, bem cuidado, modelo de gestão que é o Bahia acabou embarcando nessa “canoa furada” de grandes nomes em detrimentos de jovens valores. E como castigo vai penar até as últimas rodadas para não cair, assim como o Sport (ganhou hoje, respirou um pouco) de Thiago Neves.

Encerrando, como não poderia deixar de ser, trago o assunto para o nosso futebol. ABC e América seguem contratando, contratando e contratando, mesmo sem ter dinheiro. O alvinegro, pior, pois além do caixa vazio tem muitas dívidas, mesmo assim vai seguindo o mesmo modelo entra e sai ano. Um campeonato potiguar que, já deveria ser consenso, os clubes precisam, deveriam disputá-lo por absoluta necessidade com pelo menos 85% de atletas das bases ou valores contratados em nossa volta, dentro da realidade financeira que vivemos.

 

 

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Edmo Sinedino
Edmo Sinedino é jornalista, ex-jogador de futebol e escreve aos domingos

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