DEMOCRACIA

Ouvidoria da UFRN recebe denúncia contra suposto plágio da reitora da UFERSA

A Ouvidoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte recebeu uma denúncia sobre a suposta prática de plágio da então estudante do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura da UFRN e atual reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Ludimilla Oliveira. Segundo a UFRN, a denúncia já foi encaminhada ao Diretor do Centro de Tecnologia, autoridade competente dentro da universidade para apurar a denúncia. A investigação preliminar terá um prazo de 10 dias para conclusão do relatório técnico. Caso seja constatado indício de irregularidade, será aberta Sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar. Caso não seja constatada nenhuma irregularidade, a denúncia será arquivada.

Na última terça (22), o Ministério Público Federal (MPF) arquivou o processo apresentado por Ludimilla contra a estudante do curso de direito da UFERSA, Ana Flávia de Lira, que se manifestou contra a posse da reitora, última colocada no pleito interno da instituição com 18,33% dos votos. Apesar de ficar em terceiro lugar, Ludimilla de Oliveira foi nomeada como reitora pelo presidente Jair Bolsonaro em 21 de agosto. Além disso, o MPF abriu uma ação penal contra Ludimilla por denunciação caluniosa contra a estudante de direito e pediu uma indenização de R$50 mil para reparação à imagem de Ana Flávia.

Já na quarta (23), o MPF ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) pedindo a anulação da posse de Ludimilla de Oliveira como reitora da UFERSA e a posse do primeiro colocado na eleição, o professor Rodrigo Codes. Na decisão, o MPF aponta que o presidente Jair Bolsonaro usou critérios pessoais e políticos na nomeação, o que não atende ao interesse público.

FOTO 1: trecho da tese da reitora da UFERSA

FOTO 2: TEXTO ORIGINAL

IFRN – INTERVENÇÃO E ACUSAÇÃO DE PLÁGIO

Além de Ludmilla Serafim, o interventor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, Josué Moreira, também foi acusado de plagiar trechos da tese de doutorado que apresentou em 2018 na UFERSA. Segundo a denúncia, a tese foi apresentada na UFERSA em 12 de novembro de 2018 e possui apenas 79 páginas, sendo 41 páginas textuais, excluindo o sumário, resumo, referências e apêndices. Dessas, 23 páginas trariam cópias de outros trabalhos, sem a devida referência aos autores.

Josué Moreira foi nomeado reitor em 20 de abril também à revelia da comunidade, que elegeu o professor de Educação Física José Arnóbio de Araújo para o cargo no IFRN. Em agosto, o MPF recomendou a suspensão de uma compra suspeita de 20 computadores com preços acima do mercado.

 

 

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