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Over diz que defendeu aluno e vai processar blog que divulgou boato

A direção do Over Colégio e Curso emitiu nota oficial sobre a polêmica em torno da expulsão de um estudante da escola, vítima de um boato na semana passada divulgado pelo blog do Jair Sampaio. Segundo a publicação, pais de alunos do Over acusavam um estudante de planejar um massacre contra colegas de classe. A denúncia sem fundamento usou como base papeis retirados da mochila do garoto onde haviam escritos em inglês, nomes de alunos e outros rabiscos. A divulgação provocou pânico entre pais e alunos do colégio.

A família da vítima divulgou nota informando que vai acionar judicialmente o Over Colégio e Curso após a escola decidir expulsar o aluno na quinta-feira (30).

Em contato com a agência Saiba Mais, o colégio disse que deu toda a assistência ao aluno e à família dele, mas que “a escola opinou que para resguardar o aluno o ideal seria mudá-lo de ambiente, ao invés de expô-lo a uma situação que poderia ser nociva”.

O Over questionou algumas medidas tomadas pela família da vítima e também afirmou que vai processar, na esfera civil e criminal, o blog que divulgou a notícia “por ter divulgado um assunto, sem questionar a sua veracidade”.

Na mesma nota, a direção da escola disse ainda que caso a Justiça entenda que o aluno deva continuar no colégio, acatará a decisão.

Leia a nota do Over Colégio e Curso na íntegra:

Como é de conhecimento de toda a sociedade norteriograndense, na segunda- feira fomos surpreendidos por Fake News veiculada num blog, divulgando que um aluno de nossa escola, planejava um massacre contra seus colegas de classe. Repetimos inúmeras vezes que o relato não tinha fundamento. Tal notícia irresponsável gerou histeria coletiva, não apenas na comunidade escolar, como em alguns grupos de WhatsApp.

A escola entrou em contato com os órgãos competentes, Polícia e Ministério Público. Relatamos o fato, pedimos orientações à Promotora, que, em conversa com o jurídico da Escola, disse que nossa instituição conduziu o evento de forma correta.

Vale ressaltar que a publicação da notícia ocorreu na segunda à noite, horário em que os órgãos não funcionavam. Apesar de reiteradamente termos repetido para todos os pais que entraram em contato conosco, que o fato não tinha fundamento, só liberamos nossa nota após a orientação dos órgãos oficiais.

Todos foram unânimes ao afirmar que, analisando a suposta lista e os relatos de alguns envolvidos, não vislumbravam nenhum indício de atentado ou algo do tipo. Mas, que nem por isso, o caso deixaria de ser investigado.

Após termos passado dias sendo atacados pela imprensa não oficial, que nos acusava de colocar em risco a vida de centenas de estudantes, e, de alguns pais que queriam execrar o adolescente, somos surpreendidos por nota enviada por um advogado informando que processará a escola por não ter defendido o acusado! Nós que o tempo todo ficamos do seu lado, contra tudo e contra todos!

Que fomos acusados de coniventes com o suposto massacre! Que aguentamos a pressão e lutamos contra as injustiças! Nossa consciência está tranquila, na certeza de que ninguém defendeu mais o aluno e sua família do que a nossa equipe. Na verdade, defendemos praticamente sozinhos, sem nenhum apoio ou ajuda. Curioso é que a nota em nenhum momento fala em processar os responsáveis pela divulgação da Fake News, de forma irresponsável e criminosa.

A nota afirma que durante a polêmica o aluno foi suspenso, o que é totalmente inverídico. Por prudência, e essencialmente objetivando a segurança do aluno, orientamos que não frequentasse as aulas, enquanto os ânimos estivessem exaltados. Dessa forma, poderia se resguardar de situações complicadas. Situações essas, que toda a equipe pedagógica da escola vivenciou e que foi extremamente desgastante.

Outrossim, o aluno recebeu assistência imediata e permanente da equipe de psicologia da escola, que, a todo momento forneceu todas as orientações necessárias. Ao surgir a polêmica gerada pelo boato veiculado na internet, seus responsáveis também foram continuamente apoiados. Na ocasião, houve uma enorme divergência entre eles se era seguro e saudável manter o filho num local com uma situação tão complexa. A escola opinou que: para resguardar o aluno o ideal seria mudá-lo de ambiente, ao invés de expô-lo a uma situação que poderia ser nociva. Parte de nossa equipe pedagógica adoeceu ao longo da semana, tamanho foi o desgaste sofrido. Entendemos e nos compadecemos pelo transtorno que o adolescente e sua família vêm passando. Mas é humanamente injusto culpar a escola e sua equipe! Em quaisquer circunstâncias, sempre nossos alunos foram defendidos com “unhas e dentes”.

Segundo o advogado da família, a escola será acionada judicialmente para garantir o retorno do aluno, mesmo após a emissão da transferência. Caso essa seja a decisão do Juiz, a escola acatará. Afinal, ordem judicial não se discute, se cumpre. Se o magistrado (a) entender que é o caminho correto, que é 100% seguro, aceitaremos de bom grado. Desde o início do processo, nossa posição como dito no início, foi buscar as autoridades competentes.

 O Blog que veiculou a Fake News será processado tanto civil, quanto criminalmente, por ter divulgado um assunto, sem questionar a sua veracidade.

Tanto na situação original, quanto agora, acreditamos que o desejo dos holofotes é o grande motivador de polêmicas como essas, que prejudicam a vida de inúmeras pessoas, tanto adultos, quanto crianças e adolescentes.

 A Diretoria.

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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