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Pacientes transferidos de Manaus chegam neste domingo ao RN; número agora é de 15

O Rio Grande do Norte deve receber ainda neste domingo (17) os pacientes com Covid-19 de Manaus. A previsão de chegada é às 23h30 pela base área de Parnamirim. Além da transferência de 10 pacientes para o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), o Estado receberá 5 outros doentes no Hospital Giselda Trigueiro. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN) por meio de nota.

A solicitação da inclusão desses pacientes foi feita hoje pelo governo do Amazonas. “Prontamente a Sesap e o Hospital Giselda Trigueiro organizaram toda a estrutura dos leitos e os pacientes serão recebidos pelo estado”, afirma o comunicado

Com o sistema de saúde do estado de Manaus em colapso em meio a recordes de internação devido ao alto contágio do novo coronavírus, pelo menos 235 doentes estão sendo transferidos para unidades do Ceará, Goiás, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

Além das vagas nos hospitais, os governos dos Estados estão assegurando o apoio logístico de ambulâncias, reposição de oxigênio da aeronave para retorno, além de hospedagem dos profissionais e insumos e medicamentos. Uma reunião foi realizada na manhã deste sábado (16) entre a equipe técnica da Sesap, direção do HUOL e representante do Ministério da Saúde para alinhar as estratégias de acolhimento desses pacientes.

O gesto dos governos estaduais vai na contramão da postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Sem uma coordenação nacional por parte do governo federal desde o início da pandemia no Brasil, em março, estados e municípios tentam superar questões ideológicas no combate a uma pandemia sem precedentes na história recente, enquanto o presidente da República continua responsabilizando gestores municipais e estaduais.

Nesta sexta-feira, 15, em entrevista a José Luiz Datena no programa Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes, Bolsonaro se valeu de interpretação sui generis de uma decisão do Supremo Tribunal Federal.

Se o Supremo não tivesse me proibido, eu teria um plano diferente do que foi feito, e o Brasil estaria em situação completamente diferente”, disse o presidente, em uma clara tentativa de imputar ao Supremo a omissão da qual seu governo é recorrentemente acusado no combate à doença.

A decisão citada por Bolsonaro foi consolidada em 15 de abril de 2020, quando o Plenário do STF referendou a liminar do relator da ADI 6.341, ministro Marco Aurélio, segundo a qual as competências concedidas pelo governo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no combate à Covid-19 não afastam a competência concorrente de estados e municípios sobre saúde pública.

O Governo do RN ressaltou preocupação com o alerta epidemiológico de registros de casos de uma nova variante da covid-19 no Amazonas. “A equipe de Vigilância Epidemiológica da Sesap e o Laboratório Central de Saúde Pública do RN (Lacen) se organizam para execução de ações que conduzirão o processo de sequenciamento genético das amostras dos pacientes que tiverem coletado RT-PCR no estado de origem”, diz o comunicado, ao salientar que as equipes irão estabelecer o fluxo em parceria com o Laboratório de Virologia da UFRN, que mantém articulação com a Fiocruz, para o sequenciamento dessas amostras e identificação da Cepa do vírus SARS-CoV-2.

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