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Página “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” é recuperada e ultrapassa 2,4 milhões de pessoas

A página original “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, criada no Facebook, foi recuperada após apoiadores do candidato Jair Bolsonaro (PSL) hakearem, no sábado (15), tanto a página como os perfils de algumas usuárias. Desde que o crime foi anunciado, várias medidas foram tomadas contra os invasores.

O nome de uma mulher que conseguiu se infiltrar na página foi descoberto a partir da perfil pessoal de uma das administradoras, que tinha o controle da página.

A página virou um fenômeno nacional, com ampla repercussão pela imprensa e nas mídias sociais. Até o momento do fechamento desta matéria, mais de 2,4 milhões de mulheres já haviam entrado na página e encorpado o movimento. Numa das primeiras ações realizadas em conjunto na semana passada, as manifestantes subiram a hashtag #EleNão, viralizado por mulheres e também por homens em todo o Brasil.

Além da luta virtual, as mulheres unidas contra Bolsonaro já anunciaram mobilizações presenciais em todo o país no dia 29 de setembro.

A repórter da agência Saiba Mais Isabela Santos é uma das participantes da página e escreveu uma reportagem explicando o movimento de mulheres suprapartidário. Leia aqui 

 

 

No retorno às atividades da página, uma das administradoras divulgou o comunicado oficial do movimento. Leia, abaixo, na íntegra:

O grupo foi recuperado, estamos limpando nossa casa, retirando todos que pensam que é através do uso da força que se ganha voto. Vivemos em uma democracia (constantemente ameaçada) e não iremos recuar. Pedimos que todas as nossas incansáveis e guerreiras participantes, permaneçam do nosso lado e sigam denunciando os invasores da nossa página. Nesse momento não estamos aceitando novas participantes e publicações na página. Pedimos a compreensão de todas para que possamos retomar a normalidade

 

 

 

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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