DEMOCRACIA

Pandemia levou muitos jovens a perderem contato com a educação, avalia presidenta da UBES

Nosso futuro? Os jovens secundaristas não querem esperar e são também o presente de um país que coloca a educação na periferia do combate à miséria e à desigualdade social. Em entrevista ao Balbúrdia desta quarta-feira, 4, Rozana Barroso, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), falou da luta pelo resgate dos jovens que ficaram sem estudar por falta de internet, merenda e estrutura com a covid-19.

Líder da maior entidade estudantil da América Latina, a jovem de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, contou do encontro com esta entidade que representa os mais de 40 milhões de secundaristas de todo o país. “Conheci a UBES quando comecei a me questionar sobre minha mãe ainda estar no Ensino de Jovens e Adultos, o EJA. Por que ela precisou trabalhar e parou de estudar?”

Rozana quer ser a primeira da família a ingressar numa Universidade Pública, mas quer levar com ela outros jovens que carregam o mesmo sonho. A luta é por acesso à educação, respeito e dignidade.

Ela lembrou do seu irmão, estudante do ensino médio, que trabalha como ajudante de pedreiro desde o início da pandemia para ajudar ao pai. Da irmã de oito anos que ainda não aprendeu a ler nem escrever.

Para ela, o tema da jornada da juventude deste ano: Vida, Pão, Vacina e Educação, remete justamente à superação das crises sanitária e econômica que têm retirado vidas e sonhos.

Rozana afirma que muitos estudantes “infelizmente evadiram, abandonaram a escola por causa dessa conjuntura adversa”, e atribui o fato à “falta de ação de um governo inimigo da vida, da ciência e da inteligência”.

Confira entrevista na íntegra.

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