TRANSPARÊNCIA

Parentes e testemunhas prestam depoimento sobre morte de universitário em Mossoró

Nesta quarta (7), a Polícia Civil está colhendo depoimentos de parentes e testemunhas da morte de Luan Carlos, que tinha 23 anos, já era formado como técnico em Eletrotécnica pelo IFRN e estava prestes a começar o segundo semestre do curso de Ciência e Tecnologia (CeT) da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), em Mossoró.

Ainda não se sabe a origem dos disparos que resultaram na morte de Luan, mas uma das hipóteses é que os tiros tenham partido de policiais militares que faziam patrulhamento na região. Luan foi alvejado e caiu próximo a uma viatura do 2º Batalhão da PM.

Entenda o caso

Era por volta das 20h35 do dia 1º de julho quando Luan Carlos, estudante da UFERSA, saiu da casa do melhor amigo, Neemias, para buscar a namorada que estava no trabalho, no centro da cidade. Luan fez a rota pela Avenida Rio Branco, passando pela Avenida Lauro Monte Filho.

Depois de 25 minutos sem notícias do amigo, Neemias se preocupou com a demora e ligou para Luan três vezes, mas sem resposta. Por meio de um grupo de WhatsApp, soube da ocorrência de tiros na região. Ao chegar ao local, Neemias encontrou a sandália de Luan, sangue no chão e soube que o amigo tinha sido levado para o Hospital Regional Tarcísio Maia depois de ser atingido por um tiro na cabeça ao passar por uma viatura da Polícia Militar.

Foram os próprios policiais que teriam efetuado os disparos que prestaram socorro e levaram Luan para o hospital. Em relatos colhidos por parentes da vítima, testemunhas afirmam que os PM’s demonstraram surpresa ao remover o capacete e constatarem quem era a pessoa alvejada. Luan ainda estava vivo quando deu entrada no Tarcísio Maia por volta das 21h, mas morreu às 4h da madrugada do dia 2.

Os três policiais militares que suspeitos de participar da ação que resultou na morte de Luan foram afastados das ruas e estão em funções administrativas, enquanto a Polícia Militar apura o que houve em um inquérito.

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