CULTURA

Passeata com cases: técnicos de eventos no RN pedem socorro para sobreviver à pandemia

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Técnicos de shows e eventos de Natal (RN) organizam neste domingo (02) uma passeata para cobrar medidas emergenciais em favor da categoria e pedir socorro ao poder público. O protesto está marcado para 8h, com concentração na praça Augusto Severo, no Tirol, e caminhada até o Palácio Felipe Camarão, sede da prefeitura de Natal.

A maioria dos profissionais acessou o auxílio-emergencial do Governo Federal, mas como não há previsão de retorno de eventos, há um temor em relação ao futuro. A categoria inclui vários trabalhadores de diferentes funções, a exemplo técnicos de som, iluminadores, carregadores, técnicos de painel e roldies. Na manifestação, vários profissionais levarão cases – caixa onde são guardados equipamentos e instrumentos musicais.

O técnico de som Anderson Galdino conta que poucos profissionais terão acesso aos recursos oriundos da lei Aldir Blanc, destinados aos profissionais da cultura, porque já receberam o auxílio-emergencial e estariam impedidos de recorrer ao novo benefício:

– Quem já recebeu o auxílio-emergencial não tem direito e como boa parte é freelancer já acessou esse dinheiro. A gente quer medidas emergenciais. O auxílio daqui a pouco acaba, os seguro-desemprego do pessoal que foi demitido, também. Depois disso o que vai vir ? Se a pandemia continua os eventos continuam parados. Então são medidas emergenciais para a nossa categoria. Sem eventos, como a gente trabalha? Por isso estamos nessa correria”, disse.

Nando, como é conhecido, estima em quatro mil profissionais do setor no Estado. Até sexta-feira (31), 30 trabalhadores já haviam confirmado presença na manifestação. O ato foi batizada de “Nós existimos” em razão da categoria ser conhecida pelo trabalho nos bastidores de festas e eventos:

– Nós, técnicos de eventos, iremos realizar um protesto chamado “Nós existimos” para chamar a atenção do poder público para a falta de “olhar” para a nossa classe. Não há uma lei que nos assegure, nada está sendo feito para nos amparar, autônomos, parados e desempregados. Quase 100% (dos trabalhadores) foram demitidos em massa e com a questão do auxílio emergencial, seguro-desemprego, duraram de três a cinco meses. Ficaremos ao “Deus dará” já que a possibilidade os eventos voltarem será pra o ano que vem. Queremos uma resposta do poder público e das autoridades”, disse.

Questionado sobre o dia e horário da manifestação, domingo às 8h, o técnico de som disse que a categoria não pretende atrapalhar a rotina da população, apenas chamar a atenção das autoridades:

– Para que não atrapalhe o cotidiano de outros. O intuito é chamar a atenção nas redes e da imprensa também. Para que seja o mais pacífico possível, mas se precisar faremos em um dia mais movimentado”, disse.

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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