TRANSPARÊNCIA

PGR intima advogadas de Flávio Bolsonaro sobre uso de inteligência para benefício da família depois de denúncia de Natália Bonavides (PT)

As advogadas do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ), Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, terão que prestar depoimento na investigação preliminar sobre o uso do sistema da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para finalidades ilegais e para atender aos interesses particulares da família do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

A convocação partiu da Procuradoria Geral da república (PGR) depois de denúncia apresentada pela deputada federal pelo Rio Grande do Norte, Natália Bonavides (PT). Durante o depoimento, as advogadas de Flávio Bolsonaro também terão que explicar a existência de uma estrutura não oficial de inteligência.

A parlamentar também quer saber se a família Bolsonaro mobilizou órgãos do Governo Federal para tentar encontrar elementos para anular as investigações contra o senador Flávio Bolsonaro no caso das “rachadinhas”. A PGR abriu investigação preliminar contra o senador Flávio, o presidente da República Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e o diretor da ABIN, Alexandre Ramagem.

A PGR também comunicou que os relatórios feitos pela ABIN para auxiliar na defesa do senador e filho mais velho do presidente, estão sendo considerados na investigação aberta a pedido da deputada.

“A situação é escandalosa! Eles usaram a agência para ‘ajudar’ na defesa do senador como se fossem detetives particulares. Essa investigação é essencial e o depoimento das advogadas irá fundamentar o inquérito”, denunciou Bonavides.

As advogadas devem ser ouvidas pelo gabinete do Procurador Geral da República, Augusto Aras, ainda neste mês de abril. Documentos divulgados pela revista Época, em dezembro de 2020, mostram que a Abin auxiliou advogados de Flávio Bolsonaro na defesa do caso Queiroz, também conhecido como caso das “rachadinhas”, no qual o filho do presidente é acusado de ficar com parte dos salários de seus funcionários de gabinete, pagos com dinheiro público, quando ele ainda era deputado estadual pelo Rio de Janeiro. O esquema de depósitos do dinheiro era realizado por Fabrício Queiroz, braço direito da família Bolsonaro.

Natália Bonavides I Imagem: reprodução redes sociais
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