OPINIÃO

Pilantras esportivos

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São tantos os salafrários, bandidos, desonestos, picaretas, bicões…pra onde você se virar vai ver esses tipos asquerosos. Como sou do meio esportivo, brinco muito com meu colega de tevê Mallyk Nagib que não suporto mais ir a campo, pois os jogos são de baixa qualidade e ainda tenho o desgosto de ter que encarar esse povo sem vergonha da imprensa esportiva, claro e evidente, com honrosas exceções.

Mas tem sido assim ao longo dos anos. Gente, não dá para olhar (fico de costas) para o canalha que chega no treino de um time. É o primeiro do ano, vários jogadores novos, tudo diferente, mas ele, que analisa, fala, vive do futebol, sequer dá uma olhada para o campo de jogo. Vai direto ao dirigente, fala as amenidades falsas de sempre, finge dar ideias, falar de assuntos importantes e se tranca numa sala para receber o “jabá” de ano novo. Uma mistura de vergonha e asco, além, claro, da impotência. E pior: vai ter um bando de torcedores, até colegas, achando que nesta dita imprensa são todos iguais.

Não dá para conviver, sentar do mesmo lado, falar a mesma língua de um sem vergonha que só escreve e fala o que os dirigentes, ou dirigente manda, dependendo do interesse do momento e da grana. Os cartolas decentes são escrachados, viram culpados de erros que não cometeram, de contratações que não fizeram e de dívidas que não contraíram. O “pagador” da vez é o cara. O chama de moderno, revolucionário, e que está no caminho certo, tornando o clube profissional e com uma meta a ser alcançada a médio e longo prazo. É sempre assim, mesmo que o safado que o paga quando for embora deixe o clube em ruínas e com dívidas astronômicas, como normalmente se dá. Ele esquece, claro, e já passa a “assessorar” outro bandido da vez.

Esse tipo de bicão, picareta, salafrário não se importa se o esporte que o sustenta está morrendo a olhos vistos. Pouco incomoda se a federação não realiza o que promete, se deixa praças de esportes ao abandono, se não faz repasse aos filiados, não tem transparência de ações, se recebe dinheiro para competições e não realiza, e quando realiza, tudo não passa de arremedo. Que se danem todos!

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O bandido travestido de jornalista esportivo gargalha. Ele não se importa com a criança na rua sem esporte, se lixa para o clube que fechou as portas, ou para aquele abnegado que não tem dinheiro para inscrever suas equipes. A tudo isso ele fecha os olhos, pois só interessa bajular o chefe, mentir, enganar em defesa de quem o paga, mesmo que o sujeito seja um salafrário mais desmoralizado que ele, conhecido por suas falcatruas em todos os cantos da cidade.

Ele segue fazendo seu jogo sujo, ainda mais sabendo que, gente como ele, de seu modelo repugnante, está em moda no Brasil de hoje, dos tantos iguais em todas as áreas. Confesso, se posso, prefiro não encontrá-los, pois agindo assim corro menos riscos de passar mal e ter ânsias de vômito, ao mesmo tempo que adoeço de impotência.

Enfim, como se não bastasse, a gente ainda tem que conviver com a famigerada Lei Pelé, Bancada da Bola, CBF e seus ladrões, sonegadores como Neymar, Ronaldinho Gaúcho dos crimes ambientais, Ronaldo Nazário de Aécio, Romário e Bebeto, e até Felipe Melo que, ao lado de um time profissional (Atlético do Paraná), que entravam em campo  fazendo homenagem ao repulsivo presidente eleito Jair Bolsonaro.

O que fizeram do futebol do meu Brasil?

 

 

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Edmo Sinedino
Edmo Sinedino é jornalista, ex-jogador de futebol e escreve aos domingos

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