CULTURA

Potiguar conta como se tornou residente na Austrália para ajudar quem deseja morar fora

Na Austrália há três anos, a potiguar Nathalia Braga resolveu compartilhar sua experiência para ajudar aqueles que se interessam em fazer esse tipo de mudança. No livro “Destino Austrália: como me tornei residente australiana sem sair do Brasil”, ela explica detalhes dessa jornada.

Nathalia é natalense, arquiteta e urbanista, mestre pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e explica que resolveu escrever para mostrar o caminho e as dificuldades que encontrou:

“A gente encontra várias barreiras, mesmo em ambientes corporativos, não é fácil a adaptação. A gente tem que ser muito resiliente, resistente e se adaptar à cultura, à forma de trabalhar e ver o mundo, que é totalmente diferente da nossa no Brasil”.

Nathalia já migrou como residente, ao contrário da maioria que costuma viajar com visto de estudante e após encerrado o período tenta a residência. “Às vezes demora muitos anos ou não consegue e volta. Eu não passei pelo processo de ser estudante. Fui com o visto 189 Skilled Independent para profissionais”, disse Nathalia.

O governo australiano possui uma lista de demanda de profissionais para imigração de estrangeiros com permissão de trabalho sem limitações e sem prazo para a estadia acabar, algo parecido com o “green card” nos EUA. Esses vistos também dão direito aos benefícios do governo, como acesso ao sistema de saúde pública.

“É um visto permanente. Não expira, posso ficar aqui o quanto eu quiser, só preciso ficar renovando, acho que de cinco em cinco anos, e me dá a oportunidade de aplicar para cidadania depois de quatro anos, que é o que vou fazer no final desse ano. Eu sou quase cidadã, só não tenho passaporte e não posso votar ainda, mas depois vou poder”, contou Nathalia.

A migração é condicionada ao conhecimento da língua inglesa, mas Nathalia adverte que o inglês australiano é bem diferente do americano, o que os brasileiros estão mais habituados a ouvir e estudar.

Ela conta ainda que a ideia inicial do livro surgiu como uma forma de autoterapia, um diário sobre sua adaptação à nova morada. E inclui aspectos e informações sobre cultura australiana, busca por emprego, ambiente corporativo, relacionamentos e regras de comportamento.

“Lógico que foi na minha experiência, mas acho interessante. Dou dicas para procurar emprego, lugares para morar, falo um pouco da cultura, gírias, várias coisinhas que pode ser interessante pra quem tá pensando em vir”, resume.

“Destino Austrália: Como me tornei residente australiana sem sair do Brasil” está à venda em livrarias do Brasil e disponível na Amazon. Acesse também o site do projeto: destinoautralia.com.br.

 

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Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais