CULTURA

“Pra frente é que se anda”; podcast da UFRN discute Direitos Humanos e será transmitido nas universidades federais do Ceará e RJ

Será lançado nesta quinta-feira, 27, o primeiro episódio do podcast “Pra frente é que se anda”, projeto de extensão da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) que discute pautas relacionadas aos direitos humanos. Uma vez ao mês, o programa traz entrevistas com pessoas que atuam diretamente na defesa e promoção das liberdades e direitos fundamentais aos homens e mulheres.

A estreia apresenta uma conversa com a enfermeira Paula Viana, integrante do Grupo Curumim, de Pernambuco. A entidade atua no acolhimento de mulheres e meninas vítimas de violência sexual ou que buscam informações sobre direitos sexuais e direitos reprodutivos.

Na sequência, há uma edição extra com a arquiteta Claudia Gazola, do Coletivo Leila Diniz, do Rio Grande do Norte.

“No podcast, vamos abordar direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres; direitos de LGBTQIA+; cultura e juventude de favelas e periferias; povos do mar e comunidades ribeirinhas; população indígena; soberania alimentar e agroecologia; população negra”, destaca Allan Almeida, estudante de jornalismo na UFRN e um dos apresentadores do programa.

“É importante ressaltar, também, que faremos uma análise de como esses movimentos sentiram seus direitos ameaçados após as eleições de 2018”, adianta o universitário.

Também media as conversas a professora do curso de jornalismo da UFRN Mônica Mourão, idealizadora e coordenadora do projeto. Ainda integram a equipe a estudante de audiovisual Helena Sebastiana, responsável pela edição do material, e Pedro Toscano, aluno de publicidade e propaganda, que cuida das imagens.

Direitos humanos é um terma amplamente abordado em diversas perspectivas, admite Mônica, mas também é uma pauta constantemente atacada, principalmente nos últimos anos, lembra a professora. Além disso, a jornalista diz sentir falta do ponto de vista subjetivo dos defensores dos direitos humanos diante do atual contexto brasileiro com o governo Bolsonaro (sem partido), abertamente contrário a ideias progressistas.

“Eu ficava com uma certa angústia que era, ‘o que as pessoas estão sentindo? Como é que elas estão? Teve muita gente que não necessariamente se identifica como defensor de direitos humanos, mas que são pessoas de esquerda, pessoas progressistas, que ficaram muito angustiadas, por exemplo, com as eleições de 2018. Eu achava que faltava contar um pouco mais desse ponto de vista subjetivo”, conta Mônica, explicando que o projeto tem relação com a própria trajetória profissional dela, ligada a análise da cobertura da imprensa sobre os direitos das crianças e adolescentes, pela ONG Catavento, de Fortaleza-CE, cidade natal da jornalista.

O projeto “Pra frente é que se anda” também é programa de rádio na Universitária FM 107,9, de Fortaleza, veículo ligado a Universidade Federal do Ceará (UFC). A partir de julho, o programa também será veiculado na Rádio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nesta quinta, o episódio com Paula Viana estará disponível nos tocadores Spotify, Google Podcast e Anchor FM.

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