CIDADANIA

Praias do litoral potiguar não registram mais presença de óleo

Anúncios

As praias do litoral potiguar não apresentam mais registros de óleo. A informação foi divulgada a partir do relatório elaborado no final de semana pela Defesa Civil do Rio Grande do Norte e do Instituto de Desenvolvimento de Meio Ambiente (Idema). O monitoramento realizado no litoral sul e norte do polo da Costa Branca, que compreende as principais praias da grande metrópole de Natal, verificou que não houve mais nenhuma notificação de chegada do material.

É a primeira vez desde que se iniciaram as observações feitas pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) que não foram observados mais vestígios do óleo nas praias do Estado. Dia 21 de novembro, a força-tarefa encontrou pequenos pontos do material nas praias de Camurupim e Barreta, em Nísia Floresta, que já não se observam mais desde o sábado (23), quando foi divulgado o mais recente relatório.

De acordo com a Marinha, desde o final de outubro não houve mais o aparecimento de novas manchas. O material notificado anteriormente tratava-se apenas de reincidências que ocorrem em virtude das marés. Com o trabalho dos voluntários e da equipe de limpeza, alguns dos locais atingidos no litoral ficaram livres do óleo desde setembro.

Agora, sem novas notificações, o foco do trabalho será outro. Dentre as próximas ações do Gabinete, criado para monitorar o desastre ambiental que acometeu o litoral potiguar desde setembro, está a de destinar cerca de 16 toneladas que estão armazenadas nas garagens das prefeituras.

Anúncios

O Rio Grande do Norte foi um dos estados da região Nordeste menos afetados pela presença de óleo nas praias, que registraram  “nenhum” ou “pouco vestígio”.  Dentre as 15,7 toneladas já coletadas, a maior parte desses resíduos estão armazenados nos municípios de Nísia Floresta, com 12 toneladas, e Tibau do Sul, com 15 bombas grandes de 200 litros cada uma somente com o óleo.

Mesmo a quantidade de óleo encontrado nas praias potiguares assustando, o número não se compara a Estados vizinhos, que já noticiaram o armazenamento de 500 ou mil toneladas acima. O material recolhido, divulgado em relatório no sábado (23), não enfrenta um problema de armazenamento. Os municípios de Nísia Floresta e Tibau do Sul estão mantendo o material em galpões e garagens nas próprias Prefeituras.

Artigo anteriorPróximo artigo
Pedro Torres
Pesquisador e jornalista com foco em direitos humanos, política e tecnologia baseado em Natal/RN. CONTATO: pedrohtorres@outlook.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *