TRANSPARÊNCIA

Prefeitura de Natal ignora audiência mediada pelo MPT e sindicatos cobram proteção a servidores no combate a Covid-19

Cinco sindicatos do Rio Grande do Norte divulgaram uma nota de repúdio à condução da prefeitura de Natal no processo de mediação feito pelo Ministério Público do Trabalho. A ação visa definir soluções entre a Prefeitura de Natal e as entidades representativas de servidores de serviços essenciais, que reivindicam três medidas de proteção aos profissionais que seguem trabalhando em meio à pandemia.

Sindern, Sindsaúde, Sinsenat, Soern e Sinfarn assinam o documento.

De acordo com a nota divulgada na última sexta-feira (24), os representantes da Secretaria de Administração não compareceram às duas primeiras reuniões de mediação. O secretário Municipal de Saúde, George Antunes, compareceu ao primeiro dos encontros e propôs o pagamento de uma gratificação aos trabalhadores da assistência, pago com recursos federais durante a pandemia e sem a necessidade de enviar projeto a Câmara Municipal.

“Com o surgimento da Pandemia causada pelo novo coronavírus, a situação das condições de trabalho foi agravada pela falta dos EPI’s e o desrespeito por parte da gestão municipal às determinações sobre o afastamento de servidores com comorbidades e acima de 60 anos de idade. Diante desses fatos protocolamos um documento reivindicando medidas urgentes para sanar a situação, como não houve qualquer avanço, solicitamos a mediação do Ministério Público do Trabalho”, dizem os Sindicatos em nota.

Os servidores reivindicaram a garantia de EPI’s, o afastamento de servidores com mais de 60 anos e o pagamento da taxa de 40% de insalubridade para todos os servidores que atuam nos serviços essenciais.

Abono insuficiente

Apesar da proposta de George Antunes, os Sindicatos alegaram ainda que foram surpreendidos com o anúncio de uma proposta que prevê um abono salarial, que ainda não tem valor definido e “exclui” diversas categorias da assistência. O abono foi um pedido da vereadora Nina Souza e do presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde do RN, Cosmo Mariz, direcionado à Prefeitura de Natal.

De acordo com a vereadora, a gestão municipal alega que não pode pagar os adicionais de insalubridade em razão da queda da receita durante a pandemia.

“O município vai substituir o adicional de insalubridade com uma gratificação para todos os profissionais e durará enquanto a pandemia estiver subsistindo. É uma maneira de compensação e de estímulo, claro que o ideal seria dobrar os salários, pois esses profissionais tem sido nossos anjos da guarda, mas infelizmente a realidade hoje dá para a gratificação”, afirmou Nina Souza.

 

Artigo anteriorPróximo artigo
Kamila Tuenia
Jornalista potiguar em formação pela UFRN, repórter e assessora de comunicação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *