CIDADANIA

Presidente da CNBB faz críticas à postura de Bolsonaro diante da pandemia do coronavírus

Preocupam discursos que desacreditem a eficácia do distanciamento social e arrisquem a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. A avaliação é de dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e faz referência ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro na crise do coronavírus.

A entidade foi uma das seis signatárias do manifesto intitulado “Pacto pela vida e pelo Brasil“. O documento, divulgado na última terça-feira (7), Dia Mundial da Saúde, foi encaminhado aos presidentes dos três Poderes e pede a união da sociedade, solidariedade, disciplina e conduta ética e transparente do governo no enfrentamento da pandemia da Covid-19.

O manifesto defende o isolamento social, indicado como “único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio, preservando a capacidade de ação dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social”.

Para o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, a sociedade civil tem o dever de advertir e orientar o governo, e isso não deve ser visto como posicionamento político-partidário.

Mesmo com o registro de mais de 800 mortos e 16.000 casos confirmados de Covid-19, até o momento o país de 209 milhões de pessoas ainda não declarou quarentena nacional, como outras nações fizeram. Ao contrário, o presidente Jair Bolsonaro mantém disputa com os governadores que recomendam o isolamento social e continua a fazer declarações descoladas do sentimento popular.

O manifesto, assinado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão de Defesa dos Direitos Humanos – Comissão Arns, Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), defende que o país siga “as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde – OMS”.

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