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Projeção de queda do PIB no Brasil é a maior da América Latina, aponta Banco Mundial

O  Brasil deverá ter uma média de queda do Produto Interno Bruto (PIB) maior que outros países da América Latina e do Caribe. A projeção foi divulgada pelo Banco Mundial neste domingo (12). Se confirmada, o PIB pode cair até 5%, a maior queda, segundo estatísticas do IBGE, que o país enfrenta desde 1901. No conjunto da América Latina, o PIB deve ter uma contração de 4,6%.

Para o ano que vem, a estimativa do Banco Mundial é de avanço de 1,5% do PIB brasileiro, seguido por crescimento de 2,3% em 2022.  Os dados fazem parte de um relatório semestral do escritório do economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, intitulado “A economia nos tempos da Covid-19”.

O documento aponta a necessidade de respostas rápidas ao impacto da crise gerada pelo novo Coronavírus na economia. Além do apoio às instituições do setor financeiro e às principais fontes de emprego, a instituição propõe ampliação e cobertura estendida dos programas de proteção e assistência social na ajuda à população em situação de vulnerabilidade.

“Precisamos ajudar as pessoas a enfrentar esses enormes desafios e garantir que os mercados financeiros e os empregadores sobrevivam à tempestade”, afirma o vice-presidente interino do Banco Mundial para a região, Humberto López. “É preciso limitar os danos e lançar as bases para a recuperação o mais rapidamente possível.”

Na América Latina, os números da Covid-19 continuam a subir. O Brasil já tem 1.223 mortes e 22.169 casos confirmados de Coronavírus. No Equador, a situação também é crítica. Com 333 mortes confirmadas da doença, o país só está atrás do Brasil em número de vítimas fatais. No Panamá são 79 mortes para uma população de apenas 4 milhões de pessoas. Entre as medidas adotadas pelo país, a circulação de pessoas por gêneros em dias diferentes. No domingo, ninguém sai de casa. Bogotá, na Colômbia, adotou medidas semelhantes. No Peru, o governo anunciou que a quarentena segue até, pelo menos, o dia 26 de abril. Entre os quase 7 mil casos confirmados, 183 são de profissionais médicos. A Argentina também prorrogou o distanciamento social em mais duas semanas, mas a partir desta segunda-feira as atividades consideradas essenciais voltam a funcionar, como os bancos, fechados para atendimento presencial desde o dia 20 de março. Com 90 mortes confirmadas, o governo argentino segue restringindo ao máximo a circulação das pessoas. No Chile, presidiários estão produzindo máscaras de pano.

Em todo o mundo já são mais de 1,8 milhão de casos de Covid-19, com 114 mil mortes.

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