CIDADANIA

Projeto da UFRN ajuda deficientes visuais a terem maior mobilidade

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Um projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) pretende utilizar a tecnologia para ajudar deficientes visuais que possuem mobilidade reduzida. Os pesquisadores envolvidos criaram um sistema que calcula distâncias, identifica obstáculos e alerta sobre eventuais perigos que estejam no caminho de pessoas com deficiência visual. Sob a forma de uma bengala eletrônica, a proposta é permitir o reconhecimento e identificação de objetos na linha de cintura e cabeça, assim como desníveis e pessoas. A informação é repassada por meio de mensagens de voz ou tátil, que informa a distância em que se encontra ou a que velocidade se aproxima.

Denominado “Bengala Inteligente para Auxílio à Locomoção de Deficientes Visuais”, a pesquisa rende a 20ª patente à UFRN. No âmbito do Norte e Nordeste, a UFRN é universidade federal conta com mais patentes concedidas, somando números que a aproximam de instituições maiores de outras regiões, como a Universidade de Brasília, que possui 23 patentes concedidas.

Um dos inventores, o professor e coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN (LAIS/UFRN), Ricardo Valentim, explica que a capacidade de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos deficientes visuais motivou os pesquisadores. De acordo com o professor, a pesquisa conta, ainda, com a participação de estudantes pós-graduandos da instituição que desde a graduação já atuam desenvolvendo o projeto.

O professor explicou que a concepção da tecnologia se deu a partir de uma colaboração muito forte das áreas da engenharia biomédica e da computação. “O mundo hoje precisa de produção de bem-estar, saúde, bem estar social, tudo isso atrelado desenvolvimento de tecnologias que tenham impacto para transformar sociedades”, afirmou.

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Segundo Valentim, no que diz respeito à viabilização do equipamento, já há uma busca por parte do setor produtivo para tornar a bengala um produto. “Nós já fomos procurados por empresas espanholas e de outros lugares. Agora com a proteção, e com a questão da patente, que é muito importante para nós, nós vamos começar a fazer um trabalho de divulgação disso, junto ao setor produtivo. Estamos nessa fase de buscar parcerias com o setor produtivo, para que mais pessoas possam ter acesso”, finalizou Valentim.

O diretor da Agência de Inovação (AGIR), da UFRN, Daniel Pontes, explicou que o desafio atual da Universidade é intensificar a transferência da tecnologia desenvolvida pela instituição por meio de projetos como esses.

“A transferência de tecnologia é o aspecto que dá ao, processo de patentear, a característica de inovação”, explicou o diretor.

Somente em 2019, a Universidade solicitou 52 pedidos de registro de marca, 177 programas de computador registrados, 238 pedidos de patente, das quais 20 cartas-patentes foram concedidas.

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