CIDADANIA

Protesto no Alecrim pede continuidade do auxílio emergencial e saída de Bolsonaro e Mourão da presidência

Com mais de 14 milhões de desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o fim do auxílio emergencial é uma tragédia anunciada para quem vive na linha da miséria ou da pobreza. Na manhã deste sábado (6), em protesto contra o fim do auxílio, manifestantes se reuniram na Praça Gentil Ferreira, no Alecrim.

“Sabemos que a situação de extrema pobreza e miséria continua existindo e vai se agudizar a partir do momento que não tiver mais esse auxílio. O desemprego, que já era desenfreado, foi agravado com a pandemia e o negacionismo do governo federal, que incentivou a não utilização de máscara, o não isolamento e a abertura do comércio. Hoje temos um número de mortes do início da pandemia, com mais de mil óbitos por dia. É muito grave o que estamos vivendo”, desabafa José Teixeira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Rio Grande do Norte. (Sinte/ RN).

A manifestação de hoje é uma espécie de agito para dar visibilidade às mobilizações que serão realizadas nos dias 15 e 16 de fevereiro, que também vão funcionar como preparação para uma grande carreata planejada para o dia 21, em todo o Brasil, inclusive aqui no Rio Grande do Norte. Além do pedido de manutenção do auxílio emergencial, o grupo também pede a saída de Bolsonaro e Morão da presidência da República, além de vacinação para toda a população.

“Sem o Fora Bolsonaro teremos muita dificuldade em resolver o problema mais grave nesse momento do país que é a vacinação. O Brasil tem hoje o menor poder de compra do salário mínimo dos últimos 15 anos! Tudo isso contribuiu para o processo de pauperização e aumento da extrema pobreza”, critica Teixeira.

Várias centrais sindicais participaram da manifestação. E enquanto milhares de brasileiros lutam todos os dias para garantir o mínimo de sua alimentação, recentemente, foi divulgado que entre os gastos do governo federal com alimentação, R$ 15 milhões foi só com a compra de leite condensado. Atualmente, 12,8% dos brasileiros vivem com menos de R$ 246 por mês. O número é maior do que a população da Austrália e do que o índice apresentado na década passada. No início de 2011, 12,4% da população vivia em extrema pobreza.

“A Emenda Constitucional 95 congelou os investimentos em todas as áreas sociais por 20 anos, até 2036, depois veio a reforma trabalhista que vendeu a ideia de que era para empregar o povo brasileiro, ainda em 2017, quando tínhamos 12 milhões de desempregados, hoje já são cerca de 15 milhões. Depois veio a reforma previdenciária, que era pra gerar emprego e dar segurança aos empresários. Agora temos no Congresso a reforma administrativa que acaba, definitivamente, com o serviço público no Brasil. O objetivo é acabar com os direitos dos trabalhadores que estão no serviço público e precarizar os empregos no país”, adverte José Teixeira.

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