TRANSPARÊNCIA

Protestos no Equador e Chile influenciam reta final das eleições na Argentina e Uruguai, veja vídeo

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Em Portugal, o Partido Socialista segue no poder.

Na Bolívia, Evo Morales enfrentou sua eleição mais difícil e controversa, mas foi o nítido vencedor.

Na Argentina, a fatura está liquidada.

No Uruguai prevalece a incerteza, mas a liderança da Frente Ampla tem crescido com vigor na reta final.

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A sequência de vitórias da esquerda na América Latina e na terra de Camões nos permite falar sobre um “Outubro Vermelho”, ainda mais quando somamos aos processos eleitorais as revoltas populares que têm um elemento central com os vencedores nas urnas: a rejeição à agenda regressiva do neoliberalismo.

Chile, Equador, Haiti, Honduras, Líbano, apenas para listar os mais recentes, são locais onde a população saiu às ruas contra os ajustes típicos do neoliberalismo.

Aumentos exorbitantes de tarifas, corte de subsídios em serviços públicos essenciais, redução de gastos com aposentadorias básicas, entre outras medidas, escancaram a proteção às elites econômicas de cada um desses países.

Protestos contra ajustes neoliberais influenciam a reta final das eleições na Argentina e Uruguai, neste domingo, 27 de outubro.

No Uruguai, a Frente Ampla cresceu com pujança nas pesquisas a partir da mobilização no Equador, que teve início a 1º de outubro. A população uruguaia é muito bem informada sobre o que se passa no mundo e na região. E as imagens foram usadas na campanha da Frente Ampla bem ao estilo local: com discrição, mas em profusão, especialmente nas redes sociais.

Na Argentina, o esforço final de Maurício Macri para tentar forçar um segundo turno foi neutralizado pelas imagens do vizinho do outro lado da cordilheira.

Macri já declarou que o Chile possui o modelo de Estado dos seus sonhos e que o seu colega Sebastián Piñera é uma fonte de inspiração.

Alberto Fenández, Cristina Kirchner e todos os militantes da Frente de Todos lembraram isso ao povo argentino.

Em ambos os países banhados pelo rio da Prata, os protestos em Santiago e em Quito soaram como alertas para o que pode acontecer quando o projeto neoliberal controla o governo.

No lado oriental, o impacto deverá se estender à campanha do segundo turno, que já começará na segunda-feira (28).

 

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