DEMOCRACIA

Quais foram as últimas palavras de Gabriel? Uma questão que a sua mãe carrega há 1 ano

Quais foram as últimas palavras de Giovanne Gabriel de Souza Gomes? Essa é a pergunta que Priscila Sousa faria aos quatro policiais militares acusados de envolvimento na morte do seu filho. O jovem estudante de 18 anos teve o sonho de ser professor de educação física e servir ao exército interrompido depois de ser confundido com um assaltante, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

Gabriel tinha um futuro pela frente. E um sargento e três cabos interromperam isso. Destruíram o sonho do meu filho e cometeram uma covardia”, desabafa.

Nesta sexta-feira, 4, véspera de completar um ano da morte de Gabriel, Priscila deu entrevista ao Balbúrdia e falou da dor de conviver com a ausência do filho e, ao mesmo tempo, de resposta e justiça ao caso.

Meu filho era um rapaz brilhante. E há provas contundentes do erro que esses policiais cometeram. Eles precisam reconhecer e pagar por esse crime”, cobrou.

Um ato, chamado por familiares e amigos, está marcado para acontecer neste sábado, 5. Uma homenagem que apela por justiça pela sua morte, com concentração a partir das 15h. O grupo vai sair em cortejo do Terminal do ônibus 59, no bairro Guarapes, onde Gabriel nasceu e cresceu, e vai seguir até a praça Guarapes, onde o ato será encerrado com atividade cultural.

Na próxima segunda, 7, “pela primeira vez, os quatro policiais vão ser ouvidos por um juiz”. A expectativa de Priscila é que falem a verdade, já que “são muitas provas contra eles. Nós exigimos justiça”, destacou.

Para a mãe de Gabriel houve “uma sequência de erros, inclusive do Estado. Ninguém da estrutura do Estado ajudou. Só quem estava ao meu lado era a população”.

Foram familiares e amigos que iniciaram a busca por Gabriel e chegaram a encontrar suas sandálias em uma área de vegetação em Parnamirim.

Priscila conta que Gabriel saiu de casa na manhã do dia 5 de junho para ir de bicicleta à casa da namorada em Parnamirim. Mas não chegou. Foram populares que procuraram Priscila e contaram que ele foi pego por policiais quase em frente à casa da namorada. O corpo só foi encontrado no dia 14 de junho.

Meu filho não teve defesa. Eles pegaram e mataram meu filho em 15 minutos”.

A mãe de Gabriel reforçou que quer “que o caso seja totalmente solucionado para não acontecer com outros jovens o que aconteceu com o filho“.

Se eu falasse com os quatro policiais que mataram o meu filho, eu perguntaria quais foram as últimas palavras de Gabriel”, disse Priscila que aos 14 anos se viu sozinha para criar o filho e se orgulha da educação oferecida.

Confira a entrevista na íntegra.

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