OPINIÃO

Quando a dignidade humana é violada

A PM perpetua um padrão de conduta extremamente machista e discriminatório já presente na sociedade. Ela têm esse tipo de postura porque se baseia em preconceitos já existentes na sociedade , encontrando fortes apoiadores de tal conduta na classe política.

Nas mais diversas instituições de Segurança Pública existem Gays , Lésbicas, travestis e Trans. Esses agentes de Segurança sofrem forte pressão no ambiente de trabalho, muitos chegam inclusive a pedir dispensa por não suportar as “piadinhas de mau gosto” . Outros resolvem não assumir sua orientação sexual, casando-se por conveniência, ou apresentando falsas namoradas/os.

Para esses profissionais o stress é bem maior, juntando o alto risco de suas atividades profissionais, com a pressão no ambiente de trabalho. Provocando em muitos casos o suicídio.

Policiais, agentes penitenciários, bombeiros, vigilantes, guardas municipais, ou outros profissionais que atuem nessa área de segurança e que sejam assumidos publicamente resolveram se unir para lutarem contra a homofobia dentro dessas instituições. Para isso criaram a Renosp-LGBT Rede Nacional dos operadores de Segurança Pública LGBT.

Eles passaram a não mais esconder sua orientação sexual dos colegas de trabalho e a lutar contra o preconceito a gays, lésbicas, travestis e bissexuais no meio em que atuam.

Aqui no RN existe a necessidade de uma capacitação URGENTE na Polícia Militar e todas as instituições de Segurança Pública no sentido da aceitação a esses profissionais. E também no trato com o público LGBT nas revistas e abordagens efetuadas.

No Estado existe um número expressivo de operadores de Segurança Pública que estão sofrendo homofobia dentro dos quartéis e unidades onde trabalham, e esses profissionais tem recuado na busca por apoio. Por medo, vergonha dos colegas de profissão, e muitas vezes por não encontrarem apoio pra assumir publicamente.

Nosso grupo de policiais Antifascista se preocupa com essa temática, afinal o nosso estado está na lista daqueles que mais matam LGBTS no país. Como Policial Militar antifascista, lésbica tenho tentado buscar localizar e trazer esses profissionais para perto da gente, buscando a sua proteção para que eles NUNCA sintam-se sozinhos, em uma luta desigual e desumana praticada principalmente no ambiente Militar. Nossa luta é por uma Polícia cidadã de verdade, que busque proteger a todos e todas sem distinção. Onde o respeito e a igualdade de direitos seja uma regra, e que a sociedade minoritária daqueles/as que se sentem excluídos possam ver nesses operadores de Segurança Pública um braço amigo. E nunca um braço armado pronto pra combatê-los.

2° Sgt da PMRN RR
Mary REGINA dos Santos Costa
Policial Antifascista
Ex – vereadora de Natal

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