DEMOCRACIA, Principal

Quem é Marília Arraes, a petista que ‘caiu para cima’ em Pernambuco

Com a candidatura da petista Marilia Arraes ao governo de Pernambuco limada pelo próprio partido, a participação da militância do PT na campanha de reeleição de Paulo Câmara (PSB) ainda é uma incógnita. Há pelo menos três possibilidades alinhadas ao campo de centro-esquerda.

Além da própria chapa majoritária encabeçada pelo atual governador e que ainda conta com a deputada federal Luciana Santos (PCdoB) de vice, e as candidaturas para o Senado do deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) e do senador Humberto Costa (PT), os petistas têm uma opção mais à esquerda, como a chapa feminista do PSOL – com Dani Portella para o Governo – ou ainda apoiar a coligação encabeçada por Mauricio Rands (Pros), com Lidia Brunes (Pros) e Silvio Costa (Avante) para o Senado. Todos esses partidos, à exceção do PSOL, apoiavam Marilia.

Porém, ter a vereadora recifense fora do páreo já faz com que o acordo nacional PT/PSB tenha sido uma vitória do partido de Paulo Câmara, que provavelmente terá na petista, agora concorrente à Câmara dos Deputados, alguém que veladamente “disputará” com ele a condução simbólica da campanha presidencial do PT em Pernambuco, estado onde Lula tem a preferência de incríveis 65% do eleitorado, o que justifica o desespero de Câmara e de Jarbas pela aliança. Enfraquecido, o emedebista tenta voltar ao Senado, de onde saiu há quatro anos sem sequer tentar a reeleição.

Outro duelo velado que Marilia, 34 anos, trava em 2018 é com o engenheiro João Campos (PSB), 24, seu primo em 2º grau e filho de Eduardo Campos, que por duas vezes governou Pernambuco e que morreu em acidente aéreo em 2014, quando concorria à Presidência da República, pelo PSB. Mais do que um confronto pelo posto de deputado federal mais votado do Estado, está em jogo o espólio político do mito Miguel Arraes, avô de Marilia, bisavô de João e que por três vezes ocupou o Palácio do Campo das Princesas.

João terá grande estrutura à sua disposição, tendo apoio dos mais de 70 prefeitos de seu partido, além de outras lideranças, o que já começa a causar desconforto a outros concorrentes do PSB à Câmara dos Deputados. Marilia marchará com a militância petista e com os movimentos sociais. Um segundo round desta disputa deverá ser pela Prefeitura do Recife em 2020, isso se a direção do PT deixar sua militância indicar a candidatura do partido.

Marília Arraes liderava, em empate técnico com o governador e com o senador Armando Monteiro (PTB), todas as pesquisas de opinião para o governo de Pernambuco. Em vídeo divulgado em seis de agosto, afirmou: “Nosso campo segue firme na defesa de Lula e dos avanços sociais (…). Não subiremos no palanque deste governo do qual somos e continuaremos na oposição. Sigo firme na luta (…), do lado certo da história”.

A vereadora, no entanto, já reiterou o apoio a Humberto para o Senado. “Vou buscar dar apoio a ela (…) Ela fez um trabalho muito forte, muito bonito, mobilizando a nossa militância e é uma pessoa que tem muito futuro”, retribuiu o senador, em entrevista à Rede Agreste de Rádios. Sobre seu segundo voto de senador, declarou Marilia, à Folha de Pernambuco: “Vou fazer campanha e vou votar em Sílvio Costa (…) por ter a lealdade que teve a Lula e a Dilma, além disso ele acreditou no nosso projeto de candidatura própria”.

Marília Arraes perdeu a queda de braço com Humberto Costa

A vereadora levantou a militância do PT em Pernambuco e no Brasil, em defesa de sua candidatura ao governo. De norte ao sul do país, pipocaram nas redes sociais e nos encontros do PT nos estados, inclusive do Rio Grande do Norte, mensagens de apoio à petista. Marilia retribuiu um dos apoios com um video pedindo votos para a vereadora de Natal Natalia Bonavides, candidata a deputada federal. O ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, também se manifestou: “Peço a Deus e às forças do além, que eu não esteja entendendo bem que foi feito um acordo PT-PSB, que descarta a candidatura da Marília Arraes ao governo de Pernambuco, o grande quadro renovador da esquerda do Nordeste!”.

O acordo nacional PT/PSB, que rifou Marilia, prevê em troca a neutralidade do PSB na eleição presidencial, seja lá o que isso queira dizer, e também impediu o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), de concorrer ao governo de Minas, de forma a ajudar na reeleição ao Palácio da Liberdade do eleitoralmente combalido governador Fernando Pimentel (PT).

Paulo Câmara terá como principal adversário o ex-ministro do governo Dilma, senador Armando Monteiro (PTB), que terá como candidatos ao Senado, os deputados federais Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), ambos ex-ministros de Michel Temer.

Ascenção e ocaso: militância deu apoio à Marília

Marília Arraes conseguiu mobilizar a militância petista até o limite

Apesar de derrotada, Marília sai moralmente vitoriosa do episódio que deve colocar no ocaso em relação ao eleitor de esquerda, as duas estrelas históricas do partido no estado: Humberto Costa e João Paulo, que há quatro meses entrou no PCdoB, aparentemente para ser vice de Paulo Câmara, o que ele nega. “Ingresso no PCdoB como militante de base”, disse à época, ao Diário de Pernambuco. “A figura de João Paulo sempre foi para mim uma inspiração”, publicou Marilia em nota, ao lamentar a saída do ex-prefeito.

Tendo apoio da militância, mas não da maioria da direção petista no Estado, que preferia uma aliança com Câmara – de forma a reeleger o senador Humberto Costa – Marilia teve no acordo nacional PT/PSB, a confirmação do que até então era um fantasma que rondava sua candidatura. A direção estadual do PT adiara por três vezes o Encontro de Tática Eleitoral, na expectativa de que antes saísse o acordo. “Será uma campanha junto com a de Lula. (…) As feridas vão cicatrizando”, amenizou o senador, falando ao Jornal do Commércio.

Um dia após a Executiva Nacional do PT aprovar o acordo – com 17 votos a favor da entrega da cabeça de Marilia, e oito contra – a militância petista de Pernambuco tentou resistir, aprovando, em seu Encontro de Tática Eleitoral em dois de agosto, pelo massacrante placar de 230 votos a 20, os nomes de Marilia e de Humberto para concorrerem a governo e senado, respectivamente. “Não adianta tentar unir a esquerda por meio de chantagem. O que o PSB faz é chantagem”, discursou Marilia, na ocasião.

No Encontro, Humberto foi chamado de golpista pelos filiados. “Alguém acredita que exista alguma coisa aprovada no PT que não tenha o apoio ou conhecimento de Lula?”, questionou o senador, afirmando que a aliança é defendida pelo ex-presidente. “Eu fiz o movimento com Marilia. Tu acha que eu faria aquilo sem ter conversado com Lula?”, rebateu o deputado federal Silvio Costa (Avante), ex-candidato ao Senado na chapa de Marilia, agora candidato na chapa do Pros.

O recurso de Marilia ao Diretório Nacional do PT foi derrotado por 59 votos a 28, no dia seguinte. A vereadora não conseguiu recorrer ao Encontro Nacional do partido, que ocorreu em quatro de agosto e onde ela talvez tivesse alguma chance, por ser mais amplo, mais próximo da vontade do quadro geral de filiados. Ao que parece, sua questão de ordem foi negada para não tirar o foco da aclamação da candidatura de Lula a Presidente.

Enfim, mesmo limada, Marilia conseguiu recolocar o PT em lugar de destaque na disputa política no Estado, após as derrotas para a Prefeitura do Recife em 2012 e 2016 e para o Senado em 2014, pleito em que o partido não elegeu nenhum deputado federal. O PT administrou Recife por três mandatos consecutivos, até 2012.

A candidatura petista à Prefeitura de Recife, antes cativa das duas estrelas de outrora, passa em 2020 para o colo de Marilia Arraes, se deixarem a militância decidir.

Novo campo político

Pré-candidatura de Marília Arraes ampliou as relações internas do Partido

A deputada estadual Tereza Leitão é uma das lideranças do PT mais próximas de Marilia, ao lado de Luciano Duque, prefeito de Serra Talhada, e de Carlos Veras, presidente licenciado da CUT no Estado e candidato à deputado federal. A pré-candidatura de Marilia, no entanto, ampliou muito seu leque de relações internas e pode ter legado ao partido em Pernambuco um novo campo político.

No vídeo que fez para as redes sociais, veiculado em 6 de agosto, Marilia fez menção à necessidade de manutenção da unidade do segmento: “Este campo entendeu que é preciso não dispersar. (…) Sigo ao lado dos nossos candidatos a deputados numa chapa exclusiva do PT, sem coligação. Com a esperança não se negocia”. A chapa proporcional própria, impede que a provável grande votação dela não sirva para eleger candidatos do PSB, por exemplo.

No dia anterior, a chapa proporcional do PT de Pernambuco anunciara a candidatura de Marilia à deputada federal, por meio de uma nota: “A determinação do DN do PT (…) atropelou o desejo de nossas bases de ter uma candidatura própria, que representasse legitimamente a defesa do presidente Lula, o projeto de resgate do Estado Democrático de Direito e a retomada dos direitos usurpados pelos golpistas”, dizia o documento assinado pelo ex-deputado federal Fernando Ferro, entre outros.

Trajetória: rompimento com Eduardo Campos e vocalizadora da militância petista

Marília Arraes afirmou em entrevistas que rompeu com Eduardo Campos por divergências ideológicas

No exercício de seu terceiro mandato de vereadora, Marilia Arraes, 34 anos, foi eleita pela primeira vez em 2008, quando era filiada ao PSB. Aparentemente, a falta de apoio do primo, o então presidenciável Eduardo Campos, para que ela concorresse à Câmara dos Deputados, foi a razão de seu rompimento, quando aderiu à campanha de Dilma Rousseff à Presidência. Ela costuma afirmar, no entanto, que divergências ideológicas a fizeram deixar o antigo partido, dada a aproximação deste com forças de direita.

A vereadora passou a liderar a oposição ao prefeito Geraldo Júlio (PSB), de quem fora auxiliar, quando titular da Secretaria Municipal de Juventude e Qualificação Profissional. Além de fazer um mandato combativo, ela também tem atuação bastante propositiva, bem como é muito atuante nas redes sociais. “Marília sabe o que representa, sabe o que quer e não desiste de seus objetivos. É uma grande novidade no campo progressista”, comenta o vereador Ivan Moraes (Psol), seu colega na Câmara do Recife.

Formada pela centenária Faculdade de Direito do Recife, da UFPE, onde Miguel Arraes também estudou, teve participação discreta no movimento estudantil e nunca chegou a exercer a carreira jurídica, já que ingressou jovem na política. É neta também de Zaldo Rocha, um dos pioneiros da psiquiatria infantil e da psicanálise no Brasil. Foi casada com o colega vereador recifense Felipe Francismar (PSB), com quem tem uma filha e mantém boa relação pessoal.

Cogitou ingressar no PSOL, mas bateu de frente com o deputado estadual Edilson Silva, que comanda a legenda no Estado. Entrou no PT em 2016, em momento difícil do partido, quando, com apoio de Paulo Câmara e de Jarbas Vasconcelos, Dilma Rousseff foi apeada do Planalto. Dos 32 deputados do PSB, 29 votaram pela queda da presidenta, inclusos aí, os seis da secção pernambucana. Tal movimento de Marilia, em contraponto ao de Câmara, faz da vereadora vocalizadora do grito da militância do PT.

Na nova agremiação, teve fácil adaptação e ampliou seu repertório político. Marília dialoga com a pauta feminista, de juventude, preside a Frente Parlamentar de Defesa da Cidadania LGBT, além de, como Miguel Arraes, se embrenhar pelo interior do estado, para conversar com o povo e com as lideranças do PT e aliados “Sou uma pessoa de partido”, costuma dizer. No vídeo em que anuncia a candidatura à deputada, o inicia com um “Companheiros e companheiras”, demonstrando ter incorporado a forma de se expressar da militância da legenda.

A vereadora parece se inserir bem na organização interna do PT que, por exemplo, reconhece a existência de tendências, entre outras coisas que o diferenciam organizativamente da maioria dos partidos, inclusive do PSB, que não tem tradição de ser um partido de massas e que, ironicamente, com a ascensão de Miguel Arraes ao seu comando nacional, alguns anos após sua filiação em 1990 e, principalmente, após a chegada de Eduardo Campos à presidência nacional, passou a funcionar de forma centralizada, atendendo à liderança de Campos. Após a morte de Eduardo, o partido transformou-se em uma soma de confusos e antagônicos interesses estaduais.

A força de Marilia: união de Arraes com o lulopetismo

Marília tenta unir Lula e o avô Miguel Arraes

A força política de Marilia vem também de uma espécie de “unificação” do imaginário de esquerda do estado, que sempre teve em sua tradição política a presença de fortes forças progressistas.

Nos períodos recentes, após a redemocratização do país, além do velho Arraes, havia o PMDB, nas figuras do falecido ex-senador Marcos Freire e do ex-governador Jarbas Vasconcelos que, rompido com Arraes na primeira metade dos anos 1990, passou a liderar a, então em lento decréscimo, direita pernambucana, em um movimento parecido com que fez o PSDB em nível nacional, no ano de 1994, quando elegeu FHC presidente. Havia ainda o PCB (depois, PPS) como força mediana, que sempre elegia o ex-deputado Roberto Freire à Câmara dos Deputados, com votações significativas.

Foi em meio a este imprensado que o PT conseguiu achar seu espaço, chegando a eleger o prefeito do Recife em 2000, João Paulo, e permanecendo no executivo municipal até 2012, quando numa acirrada disputa interna para saber quem seria o candidato do partido, deu espaço para Eduardo Campos, já de olho na presidência da república, romper com o PT e lançar Geraldo Júlio, eleito prefeito naquele ano, mesmo a gestão do PT sendo bem avaliada pela população.

Com a saída de Jarbas deste imaginário de esquerda consolidam-se como forças hegemônicas o Mito e o PT, agora reforçado pelos resultados positivos do governo Lula – o lulopetismo. O movimento de Roberto Freire no espectro ideológico (e a oposição ao governo Lula) o levou à desnutrição política e a mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo a fim de ter uma sobrevida em terras tucanas, o que não conseguiu. Em 1994, com apoio de Arraes e de Lula, chegara a ser eleito senador.

Ao ingressar no PT, Marilia “unificou” o Mito Arraes e o lulopetismo em um único personagem-discurso, já que com a morte de Eduardo Campos, os neófitos Paulo Câmara e Geraldo Júlio não conseguiram dar conta daquele espólio. Não por acaso, o PSB lançará João Campos à Câmara dos Deputados. A evolução eleitoral de Marília indicia a “unificação”. Em 2008 e 2012, concorrendo pelo PSB, obteve mais de nove mil e oito mil votos, respectivamente. Em 2016, já sob a “unificação”, quase 12 mil. “Neta de Arraes e candidata de Lula” é um mantra repetido à exaustão por populares, em suas andanças pelo interior.

Compõe ainda, atualmente, este imaginário, o PCdoB, como força mediana, adquirida em sucessivas vitórias em Olinda e, como força potencial, o PSol que, em movimento parecido ao do PT no passado, vai se inserindo como alternativa de esquerda, já tendo um parlamentar na capital e outro na Alepe, além de presença em movimentos sociais.

A neta e o mito: Marília herdou coragem do avô

Convivência com o avô até 21 anos

Marilia tinha 21 anos quando Miguel Arraes morreu, em 2005. Ao contrário de Eduardo Campos, 19 anos mais velho que a prima, não viveu a distância do avô no exílio na Argélia durante a ditadura e nem acompanhou o mito em momentos-chave de sua carreira política, como em 1986, quando o povo pernambucano o pôs pela segunda vez no Palácio do Campo das Princesas, naquela momento ainda no PMDB. Na ocasião, Marilia tinha apenas dois anos, Eduardo 21.

A primeira campanha do avô que ela acompanhou com razoável compreensão, aos 14 anos, foi a de 1998, quando Miguel Arraes (PSB) tentou a reeleição ao governo do estado sofrendo acachapante derrota no primeiro turno por mais de um milhão de votos para seu último grande adversário, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que obteve 64% da preferência dos pernambucanos. Arraes não viveria para ver o troco, em 2010, quando, concorrendo à reeleição, Eduardo Campos (PSB) obteve 83% dos sufrágios e derrotou Jarbas (PMDB) também no primeiro turno por uma humilhante diferença de três milhões de votos.

Ou seja, embora tenha tido intensa vivência com Miguel Arraes, o tempo histórico de Marília não lhe permitiu participar de fatos históricos importantes ao lado do avô, não lhe permitiu aprender com o avô o tanto que Campos pôde aprender. De reconhecida habilidade política, o Miguel Arraes teve no neto um excepcional aprendiz, sendo percebido por quem conviveu com Eduardo, o quanto ele também era hábil politicamente.

Marilia, porém, também demonstra grande faro político e, é notório, evolui a passos largos, a partir de suas atuações políticas e de suas lembranças “privilegiadas” do mito, lidas por ela em perspectiva histórica. “Uma das coisas que aprendi com ele, em nossas conversas, foi sobre a coragem. A coragem de tomar posicionamentos, mesmo que se prejudique pessoalmente. Ter lado e ter coragem são os maiores ensinamentos que podemos ter de Arraes”, disse ela à TV Afiada, canal que o jornalista Paulo Henrique Amorim mantém no Youtube.

Quando foi consolidado o golpe militar de 1964, em 1º de abril, o Comandante do 4º Exercito, sediado no Recife, General Justino Bastos, foi até ao Palácio do Campo das Princesas, onde foi recebido pelo Governador Miguel Arraes. “Governador, estou aqui para lhe dizer que a força política a qual o senhor faz parte não está mais no comando do país e, por causa disso, sugiro que o senhor renuncie ao governo de Pernambuco. Garanto-lhe segurança, em sua saída”, ao que respondeu, o mito: “General, não posso fazer isso porque fui eleito para quatro anos e o povo espera que eu cumpra o mandato. E tenho nove filhos que um dia podem querer saber como o pai se comportou ao receber uma proposta destas”.

Arraes não renunciou e saiu preso, pela porta da frente do Palácio.

Ao voltar em 1987, na cerimônia de sua posse, entrou pela porta da frente, como prometia o mote de seu repente de campanha, composto pelo cordelista Zeto do Pajeu: “Volta Arraes ao Palácio das Princesas/vai entrar pela porta que saiu”. Marilia não é filha, é neta, mas demonstra que quis saber como o avô se comportou e tem orgulho do que descobriu. Ao que parece, o mito terá vida longa. E Lula também.

 

 

 

 

 

 

 

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