ENTREVISTA

“Reduzimos os índices de feminicídio no RN, mas sabemos que tem que zerar”, diz Júlia Arruda

Esta quinta-feira, 25 de novembro, é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Nesta data, anualmente é lançada em todo o mundo a campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”. No Programa Balbúrdia, a secretária de Estado das Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Semjidh), Júlia Arruda, falou sobre a campanha e comentou ações do governo.

“Conseguimos reduzir os índices de feminicídio no Governo Fátima, mas a gente sabe que tem que deixar essas estatísticas zero. Nenhuma mulher deve morrer pelo simples fato de ser mulher”, avaliou, enquanto apresentava os números desses crimes.

Foram 30 casos de feminicídio em 2018 e 21 em 2019. Em 2020, o número caiu ainda para 13, apesar de ter aumentado o índice de violência doméstica. Em 2021, até 31 de outubro, foram 17.

“O país continua figurando como quinto país que mais mata mulher pelo simples fato de ser mulher num contexto em que é um dos piores países para as mulheres viverem. E diante de todo esse contexto a gente ainda vê pessoas que estão à frente de cargos, posições extremamente importantes, que tem o dever de mudar essa realidade e alimentam muitas fake news, muitas situações que contribuem para que essa cultura se naturalize, se potencialize”, destacou Júlia.

No Rio Grande do Norte, a campanha 16 dias de ativismo vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a mobilização começa antes, em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Nessa quinta-feira, o governo estadual também aderiu à Semana Nacional da Justiça Pela Paz em Casa, uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em âmbito estadual conduzida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CE-Mulher) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte (TJ/RN).

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Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais