OPINIÃO

Renovação da bancada federal potiguar ? Não conte com isso…

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Muito se fala da renovação no Legislativo, da evidente importância desta oxigenação (impeachment de Dilma Rousseff, lembram?)  e da (suposta) insatisfação popular com os velhos nomes. Expectativa, portanto, de mudança dos quadros partidários nas composições de Câmara Federal e Senado, portanto? Na teoria, sim. Na prática, não deve ser o que vai acontecer.

No Brasil inteiro, o fenômeno parece o mesmo: População aparentemente desgostosa com os deputados e senadores, achincalhamento nas redes sociais… Mas, boa parte das pesquisas indica que a renovação mal chegará a 30% dos cargos. Como não temos como analisar a conjuntura nacional como um todo, estado por estado, concentremo-nos no Rio Grande do Norte.

Da bancada de deputados federais, dos 8 ilustres, cinco tentarão renovação dos mandatos. Um, Felipe Maia (DEM) cederá espaço ao pai, o atual senador José Agripino Maia (DEM). Os outros dois, Zenaide Maia (PHS) e Antônio Jácome tentarão, em sentido contrário, o Senado.

Dividindo os cinco restantes nas prováveis faixas de coligação, teremos os deputados Walter Alves (MDB) e Beto Rosado (PP) no palanque de Carlos Eduardo em coligação feita a régua a compasso por Agripino, Carlos Eduardo Alves (PDT) e Rosalba Ciarlini (PP). Walter e Beto somados a Agripino, que não obstante desgaste e ser réu do STF, deverá ter ótima votação, tem recall eleitoral suficiente e apoios para se sentirem seguros com suas cadeiras.

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No palanque oposto, o do governador Robinson Faria (PSD), teremos o filho deste, deputado federal Fábio Faria (PSD) e o também Rogério Marinho (PSDB), com amplas chances de renovarem suas cadeiras.

Com a possível desistência do vice-governador Fábio Dantas (PSB) de tentar o Governo, seu projeto maior na eleição deverá ser o de garantir a reeleição de Rafael Dantas, atualmente líder estadual do PSB, em paralelo com a reeleição da esposa de Fábio, deputada estadual Cristiane Dantas (PSB).

Somando as possíveis – prováveis, poderia se dizer, sem passionalidades – reeleições de Walter, Beto, Fábio, Rogério, a provável eleição de Agripino e Rafael em faixa própria, já teremos aí seis das oito cadeiras federais do RN.

Das restantes duas vagas, uma pode não ter nada de renovação: João Maia (PR), que já foi deputado federal e é irmão de Zenaide, poderá concorrer em faixa própria com chances reais de ser eleito.

“Restando” uma vaga, esta sim, tenderia a renovação, com o PT com chances reais de eleger o deputado Fernando Mineiro ou a vereadora em natal Natália Bonavides, contando com uma “esteira” forte, com nomes como Caramuru Paiva e Ana Michelle, entre outros, para atingir os 200 mil votos (entre eles os de legenda, sempre fortes no partido) para “recuperar” a cadeira de Fátima Bezerra.

Portanto, não obstante as indignações de redes sociais e o desgaste coletivo da classe política, poderemos ter na bancada federal a reeleição (retorno ou transferência familiar de vaga) de sete dos oito deputados federais. Com os sobrenomes de sempre: Alves, Maia, Rosado, Marinho, Mota e Faria.

Mais do mesmo, portanto. Na semana que vem analisaremos o quadro para o Senado. Que não parece ter a renovação que tantos apregoam. Até lá.

Leia outros textos do jornalista Cefas Carvalho na agência Saiba Mais aqui

 

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