CIDADANIA

RN é o grande vencedor da Olimpíada Nacional em História do Brasil

O Rio Grande do Norte foi o grande vencedor da Olimpíada Nacional em História do Brasil, evento realizado no final de semana, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Com 20 medalhas (quatro ouro, sete prata e nove bronze), o estado potiguar conquistou mais medalhas que a soma das regiões Sudeste, Norte, Sul e Centro-oeste. Das 75 medalhas entregues aos estudantes premiados, 58 foram para a região Nordeste.

No RN, os estudantes do Instituto Federal levaram 19 das 20 medalhas.

Professor de história do campus central do IFRN, Francisco Carlos foi um dos coordenadores da equipo potiguar. Ele esteve na final e participou da preparação dos estudantes para olimpíada. À reportagem, ele reforçou a importância da competição científica.

“Essa experiência foi extremamente importante porque ela proporciona aos participantes, sobretudo os estudantes, mas também os professores, uma visão renovada no estudo da história. É uma forma de estímulo aos jovens a se incorporarem ao ensino da história. Esses fatores são fundamentais para formação de qualquer cidadão. O fato do RN ter ficado em primeiro lugar foi exemplar e simbólico da importância do ensino ministrado nos Institutos Federais. Das 20 equipes medalhistas na olimpíada, 19 são do IFRN. Isso mostra claramente que os institutos são hoje, em grande medida, instituições fundamentais na formação desses jovens, que mesmo sendo técnica, promove um acesso amplo e qualificado no desenvolvimento humanístico dos alunos“, completa.

foto: IFRN/divulgação

Atrás do Rio Grande do Norte ficaram Pernambuco (15), Ceará (14), São Paulo (12), Bahia (4), Piauí (3), Minas Gerais (2), além de Goiás, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro e Sergipe, que levaram uma medalha cada. As escolas particulares levaram 43 medalhas enquanto as públicas conquistaram 32.

A final contou com a participação de 314 equipes, um total de 1,2 mil convocados de todos os estados brasileiros. Neste ano, a ONHB teve 73 mil inscritos desde a fase inicial. As equipes passaram por seis etapas online com duração de uma semana cada. Na final, foi aplicada uma prova dissertativa em que foi apresentado um conjunto de documentos com manchetes de jornais dos últimos anos do Brasil e solicitado aos competidores a elaboração de um texto com os temas: violência, exclusão e banalidade do mal.

A cerimônia contou com a participação de estudantes, professores, historiadores de relevância nacional e autoridades, como representantes da Anpuh (Associação Nacional de História), Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ProfHistória (Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História) e da Unicamp com a presença do reitor Marcelo Knobel.

A coordenadora da ONHB, Cristina Meneguello, disse que a 11ª edição confirmou o sucesso do projeto. “A cerimônia foi muito tocante, especialmente nas falas dos professores e convidados que destacaram a importância do ensino de História, do papel do historiador, do estudo e da consciência do jovem na sociedade atual. A final veio coroar um esforço de 11 anos muito bem sucedido em nível federal.”

Estudantes também concorreram a duas vagas na graduação da Unicamp

Finalistas da 11ª edição da ONHB interessados em concorrer a duas vagas no curso de graduação em História da Unicamp realizaram na tarde de sábado uma prova que faz parte do edital de “Vagas Olímpicas”, implantada de forma inédita em 2018 com o objetivo ampliar o acesso à universidade. Interessados que fizeram a prova e conquistaram medalhas de ouro ou prata estão agora concorrendo às vagas na universidade. A nota da Prova Presencial será informada em um certificado até dia 31 de outubro.

Como funciona a Olimpíada de História

A Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) é um projeto realizado pelo Departamento de História da Unicamp. É composta por seis fases de provas realizadas de forma online, com duração de uma semana cada. As questões de múltipla escolha e realização de tarefas são respondidas pelos participantes por meio de debate, pesquisa em livros, internet e orientação do professor. O método, totalmente inovador, tem como principal objetivo incentivar o desenvolvimento da análise crítica e discussões sobre os mais variados assuntos, por meio de pesquisa e análise de textos, imagens e mapas. Dessa forma, a ONHB consolida-se como uma importante ferramenta de aprendizado do ensino de História. Tem apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp.

Confira as medalhas por estado:

Rio Grande do Norte (4 ouro, 7 prata, 9 bronze):  total de 20

Pernambuco (3 ouro, 7 prata,  5 bronze): total de 15

Ceará (2 ouro, 3 prata,  9 bronze): total de 14

São Paulo (3 ouro,  2 prata,  7 bronze): total de 12

Bahia (1 prata, 3 bronze): total de 4

Piauí (3 prata)

Minas Gerais (2 ouro)

Goiás (1 prata)

Pará (1 bronze)

Paraíba (1 prata)

Rio de Janeiro (1 ouro)

Sergipe (1  bronze)

 

 

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Pedro Torres
Pesquisador e jornalista com foco em direitos humanos, política e tecnologia baseado em Natal/RN. CONTATO: pedrohtorres@outlook.com

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