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RN precisa de 87.098 doses da Coronavac para colocar D2 atrasadas em dia; 52.072 são para Região Metropolitana de Natal

Faltam 87.098 doses da Coronavac para completar o esquema vacinal de quem já recebeu a D1 (1ª dose) do imunizante no Rio Grande do Norte. Do total, 52.072 doses em falta são para pessoas que moram na Região Metropolitana de Natal, 3.462 para região de São José do Mipibu, 5.276 para a região de João Câmara, 2.478 pra região de Santa Cruz, 16.955 para a região de Mossoró e Assu, há 4.524 doses em falta na região de Caicó e 2.331 na região de Pau dos Ferros.

A Comissão Intergestores Bipartite (CIB), com a presença da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RN (Cosems), se reuniu na tarde desta quinta (6) e elaborou uma carta destinada ao Ministério da Saúde explicando o déficit de vacinas e pedindo o envio dos imunizantes para regularizar o calendário de vacinação com a aplicação da D2 da Coronavac, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.

Do total de vacinas que deveriam ter sido enviadas pelo Ministério da Saúde para o Rio Grande do Norte, faltaram 26.353 doses. Além disso, um número considerável de frascos que deveriam conter 10 doses, chegaram ao Estado com nove ou oito doses, o que também contribuiu para o menor número de pessoas vacinadas com a D2 (2ª dose).

Na carta, os gestores expõe duas justificativas para que o MS envie novas doses da Coronavac/ Butantan ao RN: o fato de alguns municípios terem aplicado a D2 e a D1 com ampliação de público sem autorização e a alegação feita por alguns municípios de ter seguido orientação do Ministério da Saúde, mesmo o Estado tendo sido contrário.

Em fevereiro, o então Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mudou a estratégia de vacinação e orientou que prefeituras aplicassem todas as doses em estoque como D1, sem reserva da segunda dose. O intervalo entre a D1 e D2 da Coronavac é de 28 dias e com a instabilidade nas remessas da vacina pelo Ministério da Saúde, várias cidades no país têm enfrentado problema com o atraso da segunda dose, que afetou oito capitais do país que tiveram que suspender a imunização. No Rio Grande do Norte, o atraso para a segunda dose tem sido de até 48 dias da aplicação da primeira dose.

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