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RN registrou queda de 17,6% de mortes violentas em 2018

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O Rio Grande do Norte registrou uma queda de 17,6% no número de mortes violentas em 2018, em comparação com o ano anterior. Foi o oitavo Estado do país que mais reduziu o número de homicídios. O índice de queda no RN foi superior à média nacional, cuja diminuição das mortes violentas foi de 10,43%.

Em 2018, último ano da gestão Robinson Faria, foram assassinadas 1.926 vítimas no Estado contra 2.355 pessoas, em 2017.

Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em números absolutos, o Rio Grande do Norte ficou na 11º posição entre os estados com o maior número de homicídios. Já quando o ranking é feito sobre a taxa de mortes por 100 mil habitantes, o Estado potiguar apareceu na terceira posição com 55,4%.

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Brasil

O Brasil registrou 57.341 mortes violentas intencionais em 2018, redução de 10,43% em relação ao ano anterior, quando o número chegou a 64.021. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, divulgado hoje (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O total de 2018 é o menor desde 2013 (55.847 casos).

A taxa de homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes chegou a 27,5 no país em 2018, enquanto em 2017 era de 30,8 – uma redução de 10,8%. No recorte por unidades federativas, as maiores taxas estão em Roraima (66,6), no Amapá (57,9), no Rio Grande do Norte (55,4) e no Pará (54,6). Já as menores foram registradas em São Paulo (9,5), Santa Catarina (13,3), Minas Gerais (15,4) e no Distrito Federal (16,6).

O estudo associa a taxa de homicídios em Roraima e no Amapá à atuação de facções criminosas nessas regiões.

“Em Roraima, onde essa guerra entre PCC [Primeiro Comando da Capital], CV [Comando Vermelho] e grupos locais ainda não se resolveu, muito pelo contrário, as taxas de homicídios dolosos subiram 227% nesta década”.

No caso do Amapá, o anuário destaca o cenário como “ainda mais dramático”. Os dados mostram que a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes cresceu 1.100% em sete anos. “Serviços de inteligência atestam a existência de sete facções criminais no estado, ainda em guerra no início de 2019”, aponta o estudo.

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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