TRABALHO

RN tem o quarto maior percentual de sindicalizados no país

Com 15,5% de trabalhadores sindicalizados, Rio Grande do Norte é o quarto Estado do país com o maior percentual de adesão ao sindicalismo. De acordo com levantamento divulgado pelo IBGE, do total de 1,3 milhão de trabalhadores, 204 mil estão associados a sindicatos. Apesar dos números regionais, o Brasil perdeu aproximadamente 1,5 milhão de associados nessas entidades.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) sobre mercado de trabalho. Segundo a PNAD, o percentual da população ocupada filiada a sindicatos vem caindo desde 2012, quando era de 16,1%, e teve sua queda mais intensa no ano de 2018, quando chegou a 12,5%. Nos seis anos analisados, os sindicatos perderam quase 2,9 milhões de associados, grupo que chegou ao total de 11,5 milhões em 2018.

O ano de 2018 teve a mais intensa queda dos últimos seis anos no número de associados a sindicatos, mostra pesquisa do IBGE. Segundo o instituto, mesmo com o aumento de cerca de 1,3 milhão na população ocupada, os sindicatos perderam mais de 1,5 milhão de associados no ano passado.

O Rio Grande do Norte foi a única unidade da federação onde não houve variação percentual de trabalhadores sindicalizados entre 2017 e 2018. A média de sindicalização no Nordeste passou de 15% para 14%, entre 2017 e 2018. Entre as unidades da federação, o Piauí lidera com 23,2% de pessoas ocupadas associadas a sindicatos. Em seguida, o Maranhão com 18,2% de sindicalização. O Rio Grande do Sul tem o terceiro maior percentual, 15,8%.

No Brasil, houve uma redução de 1,9 % de trabalhadores associados a sindicatos. Em 2017, os sindicalizados eram 14,4% dos ocupados. Em 2018, esse percentual baixou para 12,5%, o menor da série histórica iniciada em 2012.

Reforma Trabalhista

Adriana Beringuy, analista do IBGE, explica que diferentes fatores vêm puxando a queda.

“Sabemos que essa população ocupada que cresce é muito calcada em trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira assinada. Esses dois segmentos, tradicionalmente, não têm uma grande mobilização sindical”, afirma

Para a analista, a reforma trabalhista que passou a vigorar desde novembro de 2017 foi um desses fatores que mais contribuíram para a redução do número de associados em 2018. Entretanto, a pesquisadora pondera que não é possível especificar quantos pontos percentuais dessa queda podem ter relação com a mudança nas regras e quantos se devem à redução dos empregos com carteira assinada.

*Com informações de Agência Brasil

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Pedro Torres
Pesquisador e jornalista com foco em direitos humanos, política e tecnologia baseado em Natal/RN. CONTATO: pedrohtorres@outlook.com

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