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RN vai receber apenas dois médicos do novo programa Mais Médicos pelo Brasil

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O Rio Grande do Norte vai receber apenas dois médicos do novo programa federal Mais Médicos pelo Brasil, iniciativa criada pelo governo Bolsonaro (PSL) em substituição ao antigo Mais Médicos, idealizado na gestão da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).  Somente os municípios de Arêz e Canguaretama serão contemplados, com um único médico intercambista. A seleção foi realizada em agosto de 2019. A lista com os nomes e registros foi publicada na edição da terça-feira (8) do Diário Oficial da União.

O novo projeto apresentado pelo Ministério da Saúde selecionou brasileiros formados no exterior e no país. Assim que Jair Bolsonaro agrediu os médicos cubanos pouco antes de tomar posse como presidente da República, os profissionais deixaram o país. Só o Rio Grande do Norte perdeu 142 médicos na época.

Em junho deste ano, quando o antigo Mais Médicos ainda estava em vigor, 36 profissionais de saúde chegaram ao Estado.

Em razão de mudanças na coordenação do programa no Estado, a secretaria estadual de Saúde Pública não soube informar qual é o déficit de médicos contratados via seleção pública pelo programa e também não tinha as informações publicadas no Diário Oficial da terça-feira.

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No novo Mais Médicos pelo Brasil, o Rio Grande do Norte só receberá mais profissionais de saúde que Sergipe, contemplado com apenas um médico. Nos demais estados nordestinos, o mais beneficiado foi a Bahia, que receberá 61 médicos, seguida do Maranhão (45); Ceará (22); Pernambuco (13); Paraíba (9); Alagoas (7) e Piauí (5).

De acordo com o Ministério da Saúde, o projeto é parte do esforço do governo federal, com apoio de estados e municípios, para “a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o programa prevê, ainda, mais investimentos para construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de novas vagas de graduação, e residência médica para qualificar a formação desses profissionais”.

De acordo com a portaria, fica concedido o registro único para o exercício da medicina aos médicos indicados na lista. Também foi determinada a expedição das respectivas carteiras de identificação dos profissionais.

Os médicos foram selecionados por meio de um edital, aberto pelo Ministério da Saúde para médicos brasileiros formados em instituições estrangeiras.

*Informações: Agência Brasil

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Pedro Torres
Pesquisador e jornalista com foco em direitos humanos, política e tecnologia baseado em Natal/RN. CONTATO: pedrohtorres@outlook.com

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