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Rogério Marinho dá passo à frente de Fábio Faria e anuncia que tem apoio de Bolsonaro na pré-candidatura ao Senado

A briga entre os ministros Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Fábio Faria (Comunicações) para controlar a máquina federal nas eleições de 2022 no RN parece ter chegado a um desfecho: neste domingo (26/09) Marinho assume que coloca seu nome como pré-candidato ao Senado, apoiado pelo governo federal. E mais: tem o apoio de Bolsonaro: “A nossa pré-candidatura necessariamente deverá contar com o apoio do presidente Bolsonaro”, disse em entrevista.

No dia anterior (25/09), o genro de Silvio Santos já havia dito que não tinha sido consultado sobre a chapa que deve disputar eleições no RN com ajuda da máquina do governo Bolsonaro, e que há um combinado entre os dois: vão trabalhar e ao final do ano vão decidir com Bolsonaro quem vai contar o apoio da máquina federal.

Os dois falaram em entrevista (Rogério Marinho à Tribuna do Norte e Fábio Faria ao Agora RN) e confirmaram o acirramento da disputa como porta-voz do governo Bolsonaro no RN já descrita pela Agência Saiba Mais desde junho. Ao longo dos últimos três meses a briga entre os dois ministros potiguares já mudou de tom várias vezes. Os dois já ‘juraram de pés juntos’ que não havia desentendimento e, depois, as ações falaram mais alto que as declarações públicas. Rogério Marinho conseguiu angariar apoios políticos importantes como o do prefeito de Natal, Álvaro Dias, e do presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira. Ambos anunciaram que apoiariam Rogério Marinho como candidato ao Senado.

Até agora, Fábio Faria não conseguiu apoios políticos mais importantes no Estado. Além das declarações do pai, o ex-governador Robinson Faria (que tenta se manter vivo politicamente à sombra do filho), Fábio conseguiu o apoio do blogueiro Bruno Giovani, que seria o suplente de sua candidatura. Lembrando que Robinson ainda está impedido de disputar as eleições de 2022. Embora ainda não tenha desistido de encontrar saída jurídica para reverter a situação.

As eleições de 2022 são muito importantes para a sobrevivência política dos dois ministros de Bolsonaro. Como a Agência Saiba Mais tem lembrando os dois são nomes importantes do bolsonarismos, mas com capital eleitoral em queda nos últimos anos. Rogério Marinho não conseguiu se reeleger deputado (após liderar a reforma trabalhista). Ele obteve 59.961 votos, mesmo sendo o 2º candidato que mais gastou na campanha, de acordo com dados oficiais do TSE. É ministro porque foi puxado pelo ministro Paulo Guedes para a equipe econômica, criou relações com o grupo familiar do Presidente e se desvinculou de Guedes – que já fez críticas severas à postura ética do ministro potiguar.

Já Fábio Faria, a reboque da ausência do Estado e do desempenho administrativo do pai à frente do Governo do RN, foi reeleito com uma das menores votações da bancada federal do RN. Obteve o apoio de 70.350 eleitores, menos da metade dos 166.427 votos que conquistou em 2014, quando foi o terceiro candidato mais votado. Chegou ao governo Bolsonaro por ser `genro de Silvio Santos`, como explicou à época o próprio presidente Bolsonaro.

Sem a tranquilidade do capital eleitoral, os dois precisam mais que nunca da ajuda da ‘máquina’ financeira Federal para sobreviver na política. E nessa corrida, Rogério Marinho parece ter conquistado a disputa.

A vaga em disputa é a hoje ocupada pelo senador Jean Paul Prates que disse em entrevista à Saiba Mais não ter preferência para enfrentar na disputa. “tanto faz, não quero nem saber. Eu quero é estar desse lado disputando com um dos dois. Agora, essa briga dos dois lá, é o seguinte, pega a pipoca e fica assistindo”.

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