DEMOCRACIA

Ronaldo Caiado anuncia rompimento com governo Bolsonaro: “ignorância não é virtude”.

Responsável por indicar o médico Luiz Henrique Mandetta para o Ministério da Saúde, o governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) anunciou o rompimento político com o governo Bolsonaro:

– “Tanto na política como na vida, a ignorância não é uma virtude”, disse Caiado, em entrevista coletiva no Palácio das Esmeraldas nesta quarta-feira (25).

Médico de formação, Caiado demonstrou indignação com o pronunciamento do presidente da República na terça-feira, quando minimizou mais uma vez a pandemia do novo Coronavírus, responsável pela morte de quase 20 mil pessoas no mundo e 46 no Brasil. Ele afirmou que as “recomendações” de Bolsonaro não serão seguidas em Goiás:

“Com tranquilidade, mas com a autoridade de governador e de médico, eu afirmo que as declarações do presidente não alcançam o estado de Goiás. As decisões em Goiás serão tomadas por mim, com base no trabalho de técnicos e especialistas”, afirmou.

Bolsonaro pediu para que as escolas fosse reabertas, ignorando as recomendações de todos os órgãos de saúde do mundo que defendem o isolamento social neste momento da crise:

“Não posso admitir e nem concordar com um presidente que vem a público sem ter consideração com seus aliados, sem ter respeito. Fui aliado de primeira hora durante todo o tempo, mas não posso admitir que venha agora, um presidente da República, lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas pelo colapso econômico e pela falência de empregos que amanhã venham a acontecer. Não faz parte da postura de um governante. Um estadista tem que ter a coragem de assumir as dificuldades. Se existem falhas na economia, não tente responsabilizar outras pessoas. Assuma sua parcela”, disse o governador de Goiás.

A respeito da fala de Bolsonaro pregando um “isolamento vertical”, Caiado afirmou que os líderes devem aprender a se pronunciar de forma correta em meio à pandemia. “Por favor, estamos tratando de um assunto sério”, disse: “Alguém tem dúvida da crise ou do desemprego? Ninguém tem. Então para que responsabilizar os outros? Eu sou governador, tenho que responder pelo estado. E reafirmo: o meu decreto vai prevalecer em Goiás. As decisões do presidente não atravessam as fronteiras e não atingem os 7,2 milhões de goianos.”

Com informações da revista Veja

 

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