OPINIÃO

Ruínas do absurdo

Eveline Sin escreve às quartas-feiras na agência Saiba Mais
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tempos de cidades em fogo
arquivistas debruçados na janela
outras terras
agarradas na passagem de um cometa
corpos buscando o passado
tão tristes quanto um pássaro sem futuro
sem saída

sob a trágica correnteza
no devir do sol
nenhum fósforo ateia fogo
porque falta fogo
falta fígado
e papel
sobram cenários falsos
e malacabados
a prestações
sobram bichos rastejantes
sobram desconhecidos
onde se escondem os pássaros numa tempestade?

o tempo se escora nas ruínas do absurdo

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Eveline Sin é artista, poeta e grafiteira. Escreve às quartas-feiras.

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