OPINIÃO

Segurança foi a destruição política de Robinson. E pode fazer outras vítimas

O Fórum de Segurança Pública do RN (Foseg) entidade formada por representantes de sindicatos e associações dos operadores do Sistema de Segurança existente no Estado, realizará um debate entre os candidatos ao Governo do Estado, nesta quarta-feira, 22, às 22h, com transmissão ao vivo pela TV União e pela página Potiguar Notícias no Facebook, além de pelo portal Potiguar Notícias.

A particularidade deste debate é que os candidatos responderão questões elaboradas pelos integrantes do Fórum somente com o tema Segurança. Que até as pinturas rupestres de Apodi sabem que é o problema maior do Erreene atualmente.

Dos oito candidatos ao Governo do Estado, sete confirmaram participação. A exceção é Robinson Faria (PSD) cuja assessoria já afirmou que não participará. Nenhuma surpresa. Se ele quisesse participar e fosse eu assessor dele, o amarraria em uma cadeira para que nem chegasse perto da sede do Sinpol, local do debate.

A explicação é óbvia: Robinson seria triturado no debate.

Robinson foi eleito em 2014 com o slogan de “Governador da Segurança”, assunto na qual falava repetidamente. Quatro anos depois, os números assustadores em todos os aspectos (policiais assassinados, total de homicídios, rebeliões em presídios, assaltos, roubos de veículos etc) e, principalmente, a inoperância em resolve-los ou ao menos minimiza-los, colocaram o governador na condição de refém de suas próprias palavras.

Contudo, o caos na segurança pode fazer outras vítimas políticas.

Liderando as pesquisas e favorita na corrida ao governo, Fátima Bezerra terá de dar resposta imediata quando à Segurança Pública. Não o conseguindo, além de “herdar” o desgaste de Robinson terá o agravante de ser associada (como é comum aos políticos progressistas) aos “bandidos defendidos pelos Direitos Humanos”. Uma armadilha que Fátima teria de desarmar ainda no primeiro mês de posse, caso vença.

Já o segundo colocado nas pesquisas, Carlos Eduardo viveria situação diferente: É tido pelo eleitor como bom gestor mas sem pulso e tomadas de decisões radicais. E teria de ter ambos no início do mandato sob risco de manter e até aprofundar o caos no setor e o desgaste de Robinson.

Sabemos que o caos da segurança e o caldo de violência tem interligações com a conjuntura inicial e que o desmonte na Segurança Pública vem bem de trás, especialmente durante o Governo Rosalba, mas aí é outra análise. Esta, é para a frente. Para um futuro que pode ser nebuloso tanto para a população como para os gestores.

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