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Senadores reagem e responsabilizam governo Bolsonaro por demissões na Ford e no Banco do Brasil

O fechamento das três fábricas da Ford no país e o anúncio do programa de demissão voluntário no Banco do Brasil com o fechamento de agências mobilizaram senadores nas redes sociais. A companhia norte-americana anunciou na segunda-feira (11) o encerramento das atividades em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE). A medida pode provocar a demissão de 5 mil trabalhadores brasileiros.

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) classificou a saída da Ford como “um retrocesso”.

– “Mais um recibo passado pelo desastroso governo Bolsonaro à economia e ao povo brasileiro!”, afirmou.

Prates compartilhou em suas redes sociais uma publicação do governador da Bahia, Rui Costa (PT), que também criticou a política econômica do presidente Jair Bolsonaro.

“O encerramento da Ford no Brasil é consequência falta de confiança em nosso país, fruto da inoperância e politicagem do governo federal. Seguimos perdendo negócios, pois não existe segurança institucional. Vamos trabalhar para atrair investidores e lutar por esses empregos”, afirmou Costa.

Para o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), a decisão da companhia norte-americana é “mais um ‘legado’ do governo Bolsonaro”.

O encerramento do parque industrial da Ford, após mais de um século de operação, ceifando 5 mil empregos diretos. O Brasil, sem liderança, afugenta investidores e entra na espiral de desemprego e desindustrialização”, afirmou.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticou a atuação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“As reformas trabalhista e da Previdência deram os resultados que tinham que dar: desemprego e aumento da desigualdade. Não melhorou nossa economia! Tudo isso aliado à política econômica irresponsável e à falta de credibilidade mundial de Guedes e Bolsonaro, são fatores determinantes para empresas como a Ford deixarem de atuar no país. Uma tragédia em larga escala!”, disse.

Banco do Brasil

Outro tema que mobilizou os senadores nas redes sociais foi o plano de demissão voluntária anunciado na segunda-feira pelo Banco do Brasil. A instituição espera o desligamento de 5 mil funcionários e o fechamento de 361 unidades.

“São 361 agências fechadas pelo Banco do Brasil. Muitas cidades do interior vivem de uma agência assim. É claramente o desmonte do banco para que seja vendido. Onde esse governo vai parar?”, questionou no senador Humberto Costa.

O senador Jean Paulo Prates classificou a decisão do banco como “mais um desmonte de empresas estatais importantes para a economia do nosso Brasil”.

“A contribuição do governo Bolsonaro para a crise é forçar ainda mais a redução e a venda das atividades da Petrobras, do Banco do Brasil, da Eletrobras, dos Correios entre outros grandes conglomerados autossuficientes e lucrativos, jogando ainda mais gente na rua”, criticou.

Fonte: Agência Senado

 

 

 

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