TRABALHO

Sob pressão, Ministério da Saúde acata parecer de comissão e profissionais da segurança terão prioridade na vacinação

Os profissionais de segurança pública passarão a fazer parte do grupo prioritário da vacinação no Brasil. O Ministério da Saúde acatou nesta terça-feira (30) uma resolução definida pela comissão intergestores tripartite (CIT), constituída em nível federal pelo MS, conselho nacional de secretários de Saúde e conselho nacional de secretarias municipais de Saúde.

Pela manhã, o Consórcio Nordeste aumentou a pressão encaminhando uma carta para o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) reforçando o pedido para a inclusão dos trabalhadores da segurança e também os profissionais da educação.

A decisão será oficializada amanhã (31). Embora um novo grupo de pessoas seja incluído entre as prioridades a reunião que selou a decisão também definiu que não haverá prejuízo de vacina para os demais grupos prioritários, a exemplo de idosos.

Há uma série de ações judiciais protocoladas nos tribunais de justiça do país contra a e favor da imunização dos policiais.

Os detalhes sobre a quantidade de doses ainda serão definidos, mas os Estados já deverão receber um percentual para policiais e bombeiros a partir de quinta-feira (1º), quando está prevista a distribuição pelo Ministério da Saúde de um novo carregamento de vacina.

Além das forças de segurança, estão incluídos no novo grupo de prioridades os profissionais de salvamento que realizam o transporte de pacientes com Covid-19, que fazem o apoio às ações de vacinação e que atuam na vigilância e no monitoramento das medidas de distanciamento social.

Os governadores dos estados já haviam pautado a inclusão desses profissionais na reunião do conselho nacional dos secretários de Saúde. É consensual que os trabalhadores da segurança estão tão expostos ao coronavírus como os profissionais de saúde que atuam na linha frente, seja em UTI ou no contato direto com os pacientes covid.

A governadora Fátima Bezerra havia se pronunciado na tarde de hoje cobrando a inclusão desses profissionais entre os grupos prioritários. Após a definição, a petista lembrou o grau de exposição que policiais e bombeiros estão submetido:

– Ai da gente se não fossem as forças de segurança para garantir as medidas sanitárias. Eles não podem fazer trabalho remoto. Estão, portanto, num grau de exposição ao vírus real, assim como os profissionais de saúde se expõem nas UTIs, os profissionais da segurança se expõe nas ruas”, destacou a governadora.

 

 

 

 

 

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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