OPINIÃO

Sou Brasil

Brasil x Argentina, decisão da Copa América. Neymar x Messi, eis a questão. Para idiotas que se dizem patriotas, defensores do genocida que prega idiotices sobre Deus e pátria, a torcida é por Messi. Eles e o seu “mito” nunca vão saber o significado dos dois. Sou Brasil, nunca fui contra. Por birra e bobagens, reconheço, normalmente torço contra a Argentina em quase todas as disputas. Bobagem, repito. A Argentina nos deu o santo papa Chiquinho, único que sonhei um dia dar um abraço, mesmo sendo avesso à religiosidade, para mim, ninho de falsários e por ele já deveria ter mudado.

Talvez, por ele, pelo Papa Chiquinho, deu Argentina, 1 a 0, gol de Di Maria. Fim de um jejum de 28 anos sem um título. O jogo foi muito abaixo do que se espera das duas seleções mais importantes da América Latina. Um Neymar se matando em campo (vão dizer que ele não jogou nada) sendo parado a toda hora na porrada e antijogo, o juiz fazendo vista grossa, notadamente apitando para não desagradar os argentinos; Messi sumidão, parado na bola, perdendo um gol incrível no segundo tempo que o teria consagrado ainda mais e propiciado os exageros.

O Brasil perdeu espelhando tudo que venho escrevendo há um bom tempo. Murrinhas sem qualidade técnica, sem confiança – Renan Loid, Richarlison, Danilo, Firmino, Cebolinha, entre outros – vestindo a camisa amarela. O Loid deu o gol de presente ao Di Maria, Richarlison e Cebolinha sem causar danos aos fracos zagueiros. Mesmo assim, para mim, foi uma partida de placar injusto. Um empate, prorrogação com novo empate e decisão por pênaltis seria mais justo pelo que não apresentaram as seleções. Certamente, amanhã, quando terminar a Eurocopa as comparações virão. Independente do que acontecer vão dizer que Inglaterra e Itália são bem melhores, não tenho dúvidas.

Voltando às questões que antecederam a a partida, me importo sim com o fato de Neymar ser idiota, alienado e bolsominion, claro. Gostaria que ele fosse pelo povo brasileiro, cidadão, exemplo para jovens, mas não sou “Américo Pisca-Pisca” para querer consertar o mundo e fiquei ansioso em vê-lo somente falando com a bolas nos pés, como disse Juca Kfouri, aliás, foi o que tentou fazer o jogo inteiro. Neste sábado, podem ter certeza, estive roendo as unhas sofrendo pelas minhas “murrinhas”. Sim, são muitas no time de Tite. E fiquei arrasado vendo o Brasil perder, ainda mais sabendo, tendo a certeza, que teríamos jogadores para fazer muito melhor.

Podem acreditar numa coisa: nunca vou vestir essa fantasia americanalhada e agir como um bando de jornalistas medíocres, que se acham, que levam a vida, mesmo sem entender patavina de futebol, a falar mal do Brasil e fazer loas a estrangeiros, a qualquer um. Dia desses, um disse ser N’Golo Kante, de quem sou fã por sua garra e luta, e jeito de jogar, melhor da posição de volante da história. Veja o nível do absurdo. Apregoou 4 a 0 na final do Mundial do Liverpool sobre o Flamengo e fechou ano passado dizendo que o rubro-negro não ganharia mais nada naquele ano que, vejam só, acabou campeão. Certamente deve estar tuitando, comentando falando do “passeio” que o Brasil, para ele, deve ter levado neste sábado.

Outro demente, o da direita, mas de mesmo sobrenome, usa sua coluna em jornal para atacar o PT, os partidos de esquerda, vomitando fakes e atrocidades que fariam vergonha aos extremistas de direita de plantão, muitos hoje na imprensa que o aplaude, deve ter protagonizado um foguetório com a vitória dos hermanos. O doente, quando fala é para desmoralizar o futebol pentacampeão do mundo, responsável direto por todas as mudanças positivas que aconteceram neste esporte dentro das quatro linhas, quando se trata de tornar esse esporte mais bonito, mais vertical e menos robotizado. Os dois, evidente, recalcados, frustrados, e arrotando complexo de vira-latas dormiram felizes neste sábado. Amanhã vão caprichar nos elogios aos europeus, claro.

 

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Edmo Sinedino
Edmo Sinedino é jornalista, ex-jogador de futebol e escreve aos domingos

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