CIDADANIA

Policiais militares são presos temporariamente por possível envolvimento na morte de Giovani Gabriel

Como resultado da Operação “Romanos 12:19”, três policiais militares foram presos temporariamente na manhã desta sexta (18) pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Eles são suspeitos de participação no homicídio de Giovani Gabriel de Souza Gomes, que completaria 19 anos no próximo sábado. Um outro policial militar também já havia sido preso, no dia 19 de agosto, pela mesma investigação. Um dos tios da vítima disse que a família ainda tem poucas informações e que se sentem um pouco amis aliviados com os primeiros resultados apresentados pela polícia civil.

A maior tristeza hoje é que ainda não sabemos o motivo, queremos saber por que isso aconteceu. Não se faz algo assim se não tiver um motivo”.

Os quatro policiais militares suspeitos são lotados no município de Goianinha, segundo as investigações da polícia Civil. Teria sido o primeiro policial preso, um sargento da PM, que teria orientado os colegas e assistido a execução à distância. Tudo teria começado quando o irmão do sargento teve o carro roubado. Como o veículo possuía rastreador, vários policiais foram deslocados para “auxiliar” o irmão do sargento a recuperar o veículo, deslocando-se, inclusive, para uma área fora da guarnição do grupo. Ao chegar ao local indicado pelo GPS, os policiais presenciaram o momento em que os assaltantes ainda retiravam peças de dentro do veículo roubado. Os suspeitos fugiram para a mata ao notarem a viatura da polícia e foi durante as buscas pelos criminosos que os policiais se depararam com Giovani, que seguia para a casa da namorada de bicicleta, em Parnamirim. Os policiais abordaram o jovem e se certificaram da veracidade da história dele, liberando-o logo em seguida. No entanto, ao sair de onde estava, Gabriel foi visto por outros moradores que avisaram a outra viatura da polícia. Ele foi novamente abordado, chegou a avisar aos policiais que já tinha sido abordado por outra viatura. Mesmo assim, foi colocado dentro da mala do veículo. Essa, foi a última vez que Gabriel foi visto com vida.

Segundo as investigações da Polícia Civil, os policiais executaram Gabriel e deixaram o corpo em São José de Mipibú, distante 30 km’s de Natal e 20 km’s de Parnamirim, onde o jovem foi abordado. O sargento, cujo irmão teve o veículo roubado, teria mantido contato direto com os cabos que estavam na viatura e executaram a vítima e chegou a agradecer a ajuda dos policiais em um grupo de whatsapp.

Pra gente traz um certo alívio para que isso não venha a acontecer com outras pessoas, outras famílias. Ainda não sabemos quem está envolvido, a família ainda está muito triste, magoada porque você não espera isso de uma instituição que teria que nos proteger, defender a população. Nós não queremos generalizar, mas também não tem como não dizer que há essa responsabilidade, até porque são agentes do Estado. Não é a maioria que tem esse tipo de conduta, mas está claro que existe gente assim lá dentro, não tem como não responsabilizar a instituição”, desabafa o tio de Giovane.

Caso Giovani Gabriel

Giovani Gabriel passou nove dias desaparecido. Seu corpo foi encontrado em adiantado estado de decomposição depois de buscas feitas por amigos e familiares da vítima. Ele saiu de casa no dia 5 de junho, no bairro do Guarapes, para ir à casa da namorada em Parnamirim. O corpo dele foi encontrado no dia 19 de junho numa região de mata na Comunidade Pau Brasil, em São José de Mipibú. Gabriel, provavelmente, foi confundido com um dos suspeitos do roubo do carro, que aconteceu em Emaús, Parnamirim.

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