OPINIÃO

Um caso estrutural 

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Chega o dia 20 de novembro e com a memória de Zumbi dos Palmares reverberando as discussões sobre a negritude no Brasil afloram. Nesse quase um ano escrevendo para a agência Saiba Mais já foram quase 30 textos, uns emotivos e outros mais duros, todos com discussões que recaem em uma realidade muitas vezes pesada demais para se encarar.
E os dados não deixam que a realidade seja espancada por quem nega o racismo estrutural brasileiro. Hoje não tem muita reflexão, apenas números. O IBGE aponta no informativo “Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil”, divulgado no dia 13 passado:
– Negros são 75,2% da população 10% mais pobre e 27,7% entre a parte 10% mais rica
– 11,9% das pessoas em cargos gerenciais são negras
– Negros têm quase 3x mais chances de serem mortos do que brancos
– 18,3% dos negros entre 18 e 24 anos frequenta ou já terminou um curso superior; entre os brancos o número é o dobro
– A cada R$ 1 mil pago a um trabalhador branco um homem negro recebe R$ 561 e uma mulher negra R$ 444
– 9,1% dos pretos são analfabetos; 3,9% dos brancos são
– 98,5 homicídios para cada 100 mil habitantes é a taxa para pretos e pardos, quase 3x maior que entre brancos
– Entre os jovens negros do sexo masculino a taxa de homicídios salta para 185 mortes violentas por 100 mil habitantes

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