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Unidade Popular (UP) é o novo partido de esquerda e socialista oficializado pelo TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou nesta terça-feira (10) o mais novo partido político brasileiro: a Unidade Popular pelo Socialismo (UP). O partido foi criado após recolher mais de 1,2 milhão de assinaturas necessárias para oficialização da organização. A sigla será representada pelo número 80 e é o 33ª partido político autorizado para funcionamento no país, já podendo disputar cargos eletivos nas eleições municipais do ano que vem.

“O registro eleitoral da UP é o resultado de um esforço coletivo de centenas de militantes populares brasileiros, que identificaram em nós seus anseios e depositaram a confiança de quem sabe que o mundo pode e deve ser transformado. A construção da Unidade Popular é prova de que o programa socialista e o Poder Popular têm, sim, adesão junto às camadas populares e está mais atual do que nunca”, diz o manifesto do partido divulgado logo após a oficialização do registro da legenda.

O primeiro Congresso Nacional da UP foi realizado em março deste ano em Belo Horizonte. À época, o presidente nacional da sigla, Leonardo Péricles, falou sobre as motivações para a criação do partido. “A UP nasce da vontade consciente de centenas de militantes que não foram contaminados pela burocracia dos gabinetes e não tiveram medo de ir às ruas, praças, trens, metros, portas de escolas, universidades e fábricas, vilas e favelas e coletaram 1,2 milhão de assinaturas de apoio para a legalização do partido”, disse à revista Fórum.

“A UP se propõe a ser um polo que contribua com a reorganização da esquerda no meio do povo pobre a partir de um programa revolucionário, mas que, ao mesmo tempo, dialogue com o povo. Quem devemos combater? O capital financeiro internacional e os muito ricos, as classes que dominam no Brasil, que carregam desde o período da escravidão o racismo, o machismo, o autoritarismo e principalmente a política anti-pobre que leva o Brasil a ser dependente, humilhado e saqueado como é hoje”, completou Péricles.

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Em seu programa, a UP defende o controle social de todos os monopólios e consórcios capitalistas e dos meios de produção nos setores estratégicos da economia, Reforma Agrária Popular, garantia de livre a acesso do povo à universidade, entre outros 22 pontos.

Agora, de acordo com a entidade nacional, o desafio é tocar adiante a construção do partido enquanto formador político. “A UP já organiza núcleos de atuação nos bairros, locais de trabalho e estudo, categorias laborais, e trabalhará arduamente para a consolidação de um partido verdadeiramente popular, que assume a tarefa histórica de levar ao poder quem a ele pertence: a classe trabalhadora”, explica em nota.

*Informações: Revista Fórum

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