TRANSPARÊNCIA

Vítimas da violência doméstica e familiar terão mais um espaço de apoio: a Ouvidoria das Mulheres do MPRN

As mulheres em situação de violência, física, moral ou psicológica, têm agora mais um canal de atendimento e acolhimento no estado. O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instituiu nesta segunda-feira, 8, dia em que se celebra a luta das Mulheres por direitos, a Ouvidoria das Mulheres. As vítimas de violência podem buscar apoio por meio do contato (84) 99972-1458.

Segundo a Promotora de Justiça Erica Canuto, através desse número “você fala com uma mulher que vai fazer o acolhimento e vai encaminhar para o promotor da Comarca. Pode ser mulher de qualquer lugar do estado. Neste espaço vai ter as informações sobre os serviços que são oferecidos e em que o Ministério Público pode ajudar. Ela já registra a demanda e já é encaminhada diretamente para o promotor”.

A ajuda pode ser buscada, ainda, através do e-mail ouvidoriadasmulheres@mprn.mp.br ou de um formulário eletrônico disponibilizado no site do MPRN, na área da Ouvidoria, acessando o link http://bit.do/ouvmprn. As denúncias podem ser feitas de forma anônima por qualquer pessoa, a exemplo daquelas que testemunham a violência.

A ampliação da rede de apoio às mulheres no estado é comemorada pela promotora Erica Canuto, que aposta num serviço articulado para combater a violência contra a Mulher. “O que fez com que tivéssemos um avanço na queda do número de feminicídios no Rio Grande do Norte foi a articulação dos serviços da rede trabalhando em conjunto. A Secretaria de Segurança Pública, a delegacia da mulher, a instalação pelo estado do boletim de ocorrência online. Trabalhar em rede é a melhor opção”, destaca.

A promotora lembra, contudo, que a data não pode ser lembrada apenas do ponto de vista dos números da violência que atinge o gênero, mas como um dia que surgiu a partir de lutas de mulheres por melhores condições de trabalho, por uma condição de mulher, de ocupação dos espaços profissionais e políticos, na disputa por igualdade de posições que é constitucional.

“Eu digo que nossa pauta de informações em relação aos direitos das mulheres não está mais resumida a três datas específicas: a 8 de Março, a dia da Lei Maria da Penha, no aniversário de Maria da Penha, ou a 25 de Novembro. Nós estamos falando sobre isso o ano todo e isso tem facilitado”, ressalta a promotora Erica Canuto.

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