OPINIÃO

Você já ouviu falar em H.A.?

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Por Gláucio Brandão*

… Nem eu, pois acabei de inventar! Mas a chamada à leitura deste texto tem outro propósito: mostrar que não há porque temermos a famigerada e inexorável IA. Pelo contrário: devemos agradecer e trabalhar sua ascensão!

“Pera-aí, véi!” – interjeição eufórica-científica de quem não está concordando muito com os vocábulos que escuta. “Dê-me então um bom motivo, GBB-San, para não achar que essa sua colocação beira a sandice”. E eu respondo, Kemosabe: é que você ainda não ouviu falar sobre a H.A., Heurística Artificial! HA, pra ficar mais simples.

Bom, se a coisa já não estava clara, a HA não parece ter ajudado. Então, vou levantar algumas premissas e jogar a conclusão para o fim do artigo. Garanto a vocês que derrubaremos alguns mitos sobre a IA e agradeceremos sua existência.

Nosso cérebro e o PC

Por termos perto de 86 bilhões de neurônios comandando 100 trilhões de sinapses que disparam ou não disparam, efetuando cálculos que culminam em ações, a neurociência garante que nossas escolhas são binárias. Como a arte imita a vida, transferimos isto para os softwares que controlam nossos PCs (Computadores Pessoais). Legal… Então qual a diferença – por mais que uma galera defenda que a IA convencional, assim como nosso “cabeção”, é um acumulado de if-then-else que se auto-ajustam –  e porque nossos amigos de silício estão longe de imitar nossa massa cinzenta de carbono? E a resposta, por mais Freudiana que seja, é simples: podemos criar problemas!

Criando problemas

Vocês já matutaram “Como faço para progredir?”. Após mais de duas décadas lecionando, posso responder que minha progressão não se deu apenas por ter de aprender a lecionar, mas por criar questões! Sim, fiéis e infiéis leitores. Quando consigo elaborar questões que tenho dificuldade em responder, desafio e mim mesmo e promovo minha própria evolução!!! “Punk”, diria meu filho mais velho.

Assim, quando alguém disser que a IA resolve ou resolverá qualquer problema, você poderá devolver ao incauto a máxima de que ela não poderá criar um “bom problema”.

Por enquanto ainda, somos os únicos entes na Terra que têm por fetiche criar problemas para nós mesmos e para os outros.

Para ler o texto na íntegra, acesse Nossa Ciência.

* Gláucio Brandão é pesquisador em Extensão Inovadora do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, na coluna Empreendedorismo Inovador.

 

 

 

 

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